terça-feira, 22 de maio de 2012

Bertrand Russell - A Filosofia entre a Religião e a Ciência

A Filosofia entre a Religião e a Ciência
Parte 01
Bertrand Russell

Os conceitos da vida e do mundo que chamamos "filosóficos" são produto de dois fatores: um, constituído de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar "científica", empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto às proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia.
"Filosofia" é uma palavra que tem sido empregada de várias maneiras, umas mais amplas, outras mais restritas. Pretendo empregá-la em seu sentido mais amplo, como procurarei explicar adiante. A filosofia, conforme entendo a palavra, é algo intermediário entre a teologia e a ciência. Como a teologia, consiste de especulações sobre assuntos a que o conhecimento exato não conseguiu até agora chegar, mas, como ciência, apela mais à razão humana do que à autoridade, seja esta a da tradição ou a da revelação. Todo conhecimento definido - eu o afirmaria - pertence à ciência; e todo dogma quanto ao que ultrapassa o conhecimento definido, pertence à teologia. Mas entre a teologia e a ciência existe uma Terra de Ninguém, exposta aos ataques de ambos os campos: essa Terra de Ninguém é a filosofia. Quase todas as questões do máximo interesse para os espíritos especulativos são de tal índole que a ciência não as pode responder, e as respostas confiantes dos teólogos já não nos parecem tão convincentes como o eram nos séculos passados. Acha-se o mundo dividido em espírito e matéria? E, supondo-se que assim seja, que é espírito e que é matéria? Acha-se o espírito sujeito à matéria, ou é ele dotado de forças independentes? Possui o universo alguma unidade ou propósito? Está ele evoluindo rumo a alguma finalidade? Existem realmente leis da natureza, ou acreditamos nelas devido unicamente ao nosso amor inato pela ordem? É o homem o que ele parece ser ao astrônomo, isto é, um minúsculo conjunto de carbono e água a rastejar, impotentemente, sobre um pequeno planeta sem importância? Ou é ele o que parece ser a Hamlet? Acaso é ele, ao mesmo tempo, ambas as coisas? Existe uma maneira de viver que seja nobre e uma outra que seja baixa, ou todas as maneiras de viver são simplesmente inúteis? Se há um modo de vida nobre, em que consiste ele, e de que maneira realizá-lo? Deve o bem ser eterno, para merecer o valor que lhe atribuímos, ou vale a pena procurá-lo, mesmo que o universo se mova, inexoravelmente, para a morte? Existe a sabedoria, ou aquilo que nos parece tal não passa do último refinamento da loucura Tais questões não encontram resposta no laboratório. As teologias têm pretendido dar respostas, todas elas demasiado concludentes, mas a sua própria segurança faz com que o espírito moderno as encare com suspeita. 0 estudo de tais questões, mesmo que não se resolva esses problemas, constitui o empenho da filosofia.
Mas por que, então, - poderíeis perguntar - perder tempo com problemas tão insolúveis? A isto, poder-se-ia responder como historiador ou como indivíduo que enfrenta o terror da solidão cósmica. A resposta do historiador, tanto quanto me é possível dá-la, aparecerá no decurso desta obra. Desde que o homem se tornou capaz de livre especulação, suas ações, em muitos aspectos importantes, têm dependido de teorias relativas ao mundo e á vi a humana, relativas ao bem e ao mal. Isto é tão verdadeiro em nossos dias como em qualquer época anterior. Para compreender uma época ou uma nação, devemos compreender sua filosofia e, para que compreendamos sua filosofia, temos de ser, até certo ponto, filósofos. Há uma relação causal recíproca. As circunstâncias das vidas humanas contribuem muito para determinar a sua filosofia, mas, inversamente, sua filosofia muito contribui para determinar tais circunstâncias. Essa ação mútua, através dos séculos, será o tema das páginas seguintes.
Há, todavia, uma resposta mais pessoal. A ciência diz-nos o que podemos saber, mas o que podemos saber é muito pouco e, se esquecemos quanto nos é impossível saber, tornamo-nos insensíveis a muitas coisas sumamente importantes. A teologia, por outro lado, nos induz â crença dogmática de que temos conhecimento de coisas que, na realidade, ignoramos e, por isso, gera uma espécie de insolência impertinente com respeito ao universo. A incerteza, na presença de grandes esperanças e receios, é dolorosa, mas temos de suportá-la, se quisermos viver sem o apoio de confortadores contos de fadas, Não devemos também esquecer as questões suscitadas pela filosofia, ou persuadir-nos de que encontramos, para as mesmas, respostas indubitáveis. Ensinar a viver sem essa segurança e sem que se fique, não obstante, paralisado pela hesitação, é talvez a coisa principal que a filosofia, em nossa época, pode proporcionar àqueles que a estudam.

Continua...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Interior Soul Zine #3


Encontra-se disponível a terceira profanação deste maligno artefato de Sapiranga no Rio Grade do Sul, Interior Soul Zine. “Entrevista com as bandas: Corpse Grinder e Imperfect Souls, além de resenhas, matéria sobre a 2ª Guerra Mundial, entre outros atrativos nefastos.”
Vamos apoiar a profana arte de verdadeiros artefatos como esse!
Contatos:
Interior Soul Zine
A/C: Vagner Morte
Rua Lagoa Santa, nº 453 – Lote Colina, São Luis
Sapiranga / ES – CEP: 93800-000
E-mail: caostonature@hotmail.com


Patria - “Liturgia Haeresis”


O Metal Negro nacional sempre esteve bem representado, mas vez por outra surgem hordas que nos surpreendem por sua qualidade e capacidade de se destacar de forma natural, sem a necessidade de chamar atenção de forma ridícula, com fofocas e intrigas. Patria é um ótimo exemplo disso, desde seus primeiros trabalhos vem firmando seu nome no underground nacional de forma honesta e executando um Metal Negro de alto nível, cru, ríspido, direto e sem frescuras. “Liturgia Haeresis” mescla agressividade, melodias grandiosas, um ótimo instrumental, vocal animalesco e algumas intervenções de teclados que mostra a toda competência dessa horda em se manter tradicional e inovando, tornando sua sonoridade, que já é atraente, ainda mais interessante. Verdadeiros hinos profanos como: “Death’s Empire Conqueror” que inicia o CD, seguida pela agressiva “Underworld Temple”, onde destaco os riffs matadores;  temos também á cadenciada “Nevoeiro”, única faixa em Português desse CD; “Transcendental” retoma a agressividade, mas logo na sequencia somos surpreendidos por “Legio Mortis Nostrae”, digamos que seja um breve intervalo no caos que se segue com “Darkland Worship” , “Umbra Patri” e finalizado pela faixa título que particularmente é o destaque desse trabalho. Temos ainda um belíssimo cover para “Black Winter Day” dos finlandeses do Amorphis. Tenho certeza que muitos ficarão surpresos com esse cover magistralmente executado e incorporado ao clima desse maligno opus. Um trabalho indispensável para quem aprecia o verdadeiro Metal Negro.


domingo, 20 de maio de 2012

Drakonian Age - “The Old Legends of the Battles”



O Debut CD da horda Drakonian Age mostra o quanto podemos nos orgulhar de ter em nossas termas um dos grandes representantes do Southern Pagan Black Metal. “The Old Legends of the Battles” realmente é um daqueles trabalhos que marcam uma época no underground. Esse trabalho já vinha sendo aguardado há um certo tempo por aqueles que puderam conhecer a Drakonian Age na época da DT “Awake of the Pagan Pride” que, aliás, vem de bônus nesse CD. Começando com uma breve intro de pouco mais de 30 segundos, e seguidos hinos que nos remetem a época em que batalhas eram travadas em defesa da honra e na guerra contra o cristianismo. “Na Red Sunrise”, “Beyond the Black Southern Sky” são os primeiros hinos onde destacamos um instrumental coeso, com grandes melodias da guitarra, contrastada com o vocal ríspido de Lord Amoth, Lord Moonfog consegue extrair um clima denso, ao mesmo tempo atmosférico de seus teclados. Abyssius é o senhor das baquetas da horda e exerce um ótimo trabalho nas passagens rápidas, além de trazer uma interessante variação nas passagens mais cadenciadas/atmosféricas, destacando o trabalho dos bumbos. Destaque para hino que intitula esse opus. O CD ainda conta com a participação de J. Demetrio nas quatro cordas. Lançado em parceria pelos selos: Corvo Records, Funebris Records e Impaled Records, nos final de 2011, conta com um excelente trabalho gráfico desenvolvido pela Artspellnet. Um trabalho essencial para todo apreciador da arte pagã.


DARK FURY/ EVIL/ PAGAN HELLFIRE. “We Know How To Hate”


A Hammer of Damnation e a Lower Silesian Stronghold estão lançando o 3 way split CD com as bandas DARK FURY/ EVIL/ PAGAN HELLFIRE. “We Know How To Hate” sera lançado em versão standard e uma versão slipcase limitada em 300 cópias. 


Mausoleum se apresentará em Pernambuco em Julho



A horda Mausoleum e apresentará mais uma vez em terras pernambucanas no II Bestial Massacre.
Show organizado em parceria entre Negra Artes Produções e Manifesto Profano Zine será realizado no dia 21/07/2012 E.V. no Teatro João Lyra Filho.
II Bestial Massacre contará com as bandas Mausoleum/SP, Aurora Ígnea/PI, Hardegon/PE, Lord Baal/PE, Ímpios/PE e Cadaveric Infection/PE
O valor do ingressos: R$15,00 antecipado e R$20,00 na hora!
 

sábado, 19 de maio de 2012

Baixista da Naer Mataron eleito para o Parlamento Grego




Baixista da banda grega Naer Mataron, Giorgos Germenis ou Kaiadas, como também é conhecido, foi eleito pelo partido extremista Golden Dawn como o parlamento grego. Golden Dawn é conhecido por ser um partido de extrema direita e por muitos comparado ao partido nacional-socialista Alemão.

O Golden Dawn é um partido de um partido de extrema direita com simbolismo patriótico e com posição anti-imigração, vencendo com 5% à 7% dos votos na última eleição geral na Grécia, no dia 6 de maio, o suficiente para terem um ganho representativo no parlamento pela primeira vez na história grega.

Com 5 CD´s lançados, além de alguns trabalhos extras entre demos e split, a Naer Mataron foi formada em 1994 em Atenas e conta com Kaiadas (baixo), Nordvargr (teclado), Indra (Guitarra), Vicotinik (Vocal) e Asmodeus (Bateria).