1ª Amostra Sul-Americana de Zines
A 1ª Amostra Sul-americana de zines é uma das maiores iniciativas já realizadas no Brasil sobre essa arte que vem, aos poucos, sendo sufocada perante a tecnologia. Espero que está seja apenas a primeira de muitas edições!!Entrevista Sombriu

Por George Ederson
SDZ: Saudações Lord Demeros!! Enfim uma entrevista com sua horda, saiba é um prazer para nós tê-los em nossas páginas!! Iniciemos essa entrevista contando aos nossos leitores como tudo começou para a Sombriu e como tem sido as batalhas até então em um histórico geral de sua jornada...
Lord Demeros: Saudações nobre George Éderson e leitores do Satanic Destruction Zine! É uma grande honra poder participar de seu conceituado artefato! A horda surgiu no inverno de 1997 E. V. como um projeto atmosférico, em 1998 Eurinomed convida guerreiros da cena e está completa a formação, que grava a DT “Dos Mundos Submersos” em 2000 E. V. Eurinomed se muda para Sapiranga e é formada uma nova formação, em 2001 é gravada a DT “Ocultam” em 2005 já com nova formação gravamos a demo oficial “Profundezas...”, foi produzido no melhor estúdio do Sul do Brasil o Hurricane, no mesmo ano lançamos uma compilação de demos do começo da horda “Sacrifício Profano” que contava c/ sons atmosféricos, no final de 2006 Eurinomed e Hagneshela deixam a horda por problemas pessoais e desde então eu estou procurando guerreiros para substituí-los. Nova formação conta com: Lord Demeros (Baixo/Vocal), Torment (Guitarra/B. Vocal) e Mephistopheles (Bateria).
SDZ: Em seu trabalho mais recente “Profundezas” vocês regravaram quase que completamente a DT “Ocultam”. Como surgiu essa idéia e como você avalia o resultado obtido, que em minha opinião ficou ainda mais matador?
Lord Demeros: Sim a maioria dos hinos do “Profundezas...” é da DT “Ocultam” exceto Chagas das Víboras e Morrer na Floresta, queríamos gravar algo de qualidade porque demorou muito p/ estabilizar a formação. No “Profundezas...” foram usada flautas em alguns hinos e os velhos ganharam novos arranjos e ficou como gostaríamos.
SDZ: Apreciei bastante o formato adotado no CD-demo “Profundezas”, utilizando silk no CD, encarte completo com letras e informações adicionais, além de um belo trabalho gráfico. CD´s-demo como esse chega a ser comparado com um Debut, pois possui uma qualidade que chega a superar a de muitos Debuts por aí. Você acha que esse novo formato pode vir a contribuir ainda mais para a divulgação de uma horda, já que a qualidade apresentada é superior aos antigos formatos que contava apenas com capa simples?
Lord Demeros: Bem queríamos gravar algo de qualidade, lançar uma demo com encarte e Silk no CD. Obrigado pelo elogio! Sim chega a ser superior a muitos Debuts por aí! Este formato contribui ainda mais na divulgação, mas a magia das demos K7´s e CD-r’s xérox nunca vai morrer.

SDZ: Obtive algumas informações que vocês estariam se preparando para gravarem mais um trabalho. O que você poderia nos adiantar sobre isso? Qual o formato que vocês adotarão desta vez? Existe algum selo que estará dando um suporte nesse novo lançamento? Qual o título e a previsão para o lançamento?
Lord Demeros: Já gravamos toda a bateria desta nova opus que contará com hinos novos e bônus, vai ser o melhor trabalho da horda nestes 10 anos de peleja, o titulo é “Macabro Ritual Nas Florestas Do Sul” o formato vai ser MCD ou Debut-CD depende das nossas condições financeiras, vai ser lançado pela Spirit Evil Production na qual eu sou responsável o suporte é nossa força de vontade e muito ódio!
SDZ: As artes da capas dos trabalhos de vocês já é uma das características que compõem a horda Sombriu. Como funciona todo o processo de criação e desenvolvimento do trabalho gráfico expresso nos trabalhos da horda Sombriu? Vocês pretendem continuar com essa fórmula e manter essa característica ou mudarão nos próximos trabalhos?
Lord Demeros: Com a saída de Eurinimed perdemos esta arte, mas garanto que a nova arte vai ser ainda melhor, vai ser feita por Necronus da horda Movarbru ele é um mestre em desenho aguardem.
SDZ: Pude conferir no VHS “Celebração nos Bosques de Satã” (não lembro em qual edição) uma apresentação da horda Sombriu e aprecie bastante. Esse evento se tornou bastante tradicional na região Sul, mas nunca mais ouvi falar a respeito, o que houve? Em com relação às celebrações da horda, como tem rolado?
Lord Demeros: “I Celebração nos Bosques de Satã” em 2001 eu tinha acabado de entrar na Sombriu, mas não pude tocar. Este festival contou com grandes nomes da cena Black Metal brasileira e ficou bem conceituado na região. Teve 3 edições, seu mentor teve diversos problemas e teve abandonar o evento, que em minha opinião foi uns dos melhores festivais Black Metal da região Sul, que reunia hordas de vários estados.
SDZ: Demeros posso não estar sendo preciso, até pela distancia, mas em minha opinião o cenário underground do RS mudou muito nos últimos 5 anos, pois eu observava um cenário forte com muitas hordas e hoje vemos pouca movimentação de hordas de sua região. O que anda acontecendo com o underground de seu estado? Quais as principais problemas que vocês vêm enfrentando por aí atualmente?
Lord Demeros: Sim a cena mudou muito em 5 anos, surgiram hordas novas e algumas antigas acabaram, tinha muita panelinha e ignoravam as hordas que cantavam em português, nós daqui de Sapiranga organizávamos festivais e reuníamos hordas velhas e novas. Falta mais união dos bangers do RS, falta postura e ideologia.
SDZ: A região Sul sempre foi um dos principais centros de Black Metal nacional produzindo algumas das hordas mais importantes do negro underground nacional. Atualmente, quais seriam os principais nomes do negro underground Sulista que possuem uma sonoridade com originalidade e uma ideologia digna de respeito?
Lord Demeros: Originalidade é pouca por aqui, a grande maioria prefere copias de hordas gringas, as que eu aprecio e tem meu respeito são: Movarbru, Penitence, Bal Hammon(rip), Amaducias, Tiwaz, Thorn`s Of Evil, Subtenebras e Berzabum. Falo da sena aqui do RS!
SDZ: Não poderia deixar de citar, mas qual a posição da horda perante o NSBM e o Separatismo? Cara, um fato que me deixa extremamente irritado é ter pessoas que possui sim ligação, simpatia, e até participação com o NS, mas se escondem atrás de uma máscara que só eles mesmo enxergam. Isso para mim já é uma característica dessa falsa ideologia. O que acha disso?
Lord Demeros: Nos não apoiamos ideologias políticas e separatistas, sempre lutamos pelo satanismo e ocultismo!
SDZ: Outra mudança bastante relevante ocorridos nos últimos anos em sua região foi a transformação ideológica ocorridas com algumas hordas, como aconteceu com a Dark Lord, Ares Wrath, Thy Legion entre outras, que de uma hora pra outra assumiram ser NSBM. Por que isso acontece com tanta freqüência em sua região?
Lord Demeros: Algumas hordas para chamar atenção usam esta temática, são descendentes de imigrantes alemães e italianos que vieram fugidos da 2º guerra e colonizaram nosso estado, alguns NS nem são descendentes destes povos e se dominam NS! Na verdade isto é minoria aqui assim como tem em outros estados.
SDZ: Outro fato envolvendo nossas duas regiões é que está diminuindo muito a divulgação das hordas da região Sul aqui no Nordeste, não sei o motivo. E por aí como anda a divulgação das hordas Nordestinas? Por que isso está ocorrendo e como poderemos mudar essa situação?
Lord Demeros: Eu sempre tive contato com hordas do Norte e Nordeste, mas depois que surgiram estes NS os guerreiros (as) ficaram desconfiados de nós daqui do sul por conta disto muitos acham que todas hordas são NS, aqui a divulgação poderia ser melhor. Podemos mudar isto mantendo nossos contatos e ignorar os NS. (SDZ: E estamos sim batalhando para mudar isso. Em todas as edições do SDZ tivemos hordas do Sul e sempre teremos!)
SDZ: Guerreiro, sei que tanto se fala em NSBM na região Sul que todos acabam esquecendo de algo de maior importância que é o judaico-cristianismo. Não vejo nenhum combate direto a essa corja em terras sulistas, pelo menos pouco é falado já que falta espaço para isso. Você tem conhecimento de alguma manifestação Unblack ou White “Metal” em sua região? O que vem sendo feito para combater isso?
Lord Demeros: A cena RS, SC e PR são completamente diferentes, o combate à corja judaico-cristão é forte não é muito divulgado porque a distancia e muito grande! Unblack ou white isto não rola aqui se surgir nós destruímos.
SDZ: Você concorda que deveríamos nos organizar em grupos para debate e combate direto ao movimento judaico-cristão, dentro ou fora do Metal, para que de alguma forma pudéssemos contribuir para a destruição dessa corja, já que o fim total ainda está distante e os únicos que se propõem para isso gastam seu tempo com guerras de ego? Sem contar que isso seria uma alternativa para organizações com propósitos suspeitos e que estão é propagando falsas ideologias...
Lord Demeros: Isto é muito complicado de combater, temos que nos unir formar alianças e mantermos sempre fortes com nossas ideologias satânicas e extremas, combater a corja na cena sim, mas fora não tem como!
SDZ: Compreendo perfeitamente o espírito Sulista e a adoração que os habitantes de sua região têm pela terra que nasceram, já que a muitos anos tenho contato com pessoas de sua região e grandiosas amizades, mas minha compreensão acaba quando isso ultrapassa chega ao ridículo de se acharem superiores a outras regiões. Por que isso chega a ocorrer? Você concorda com esse ponto?
Lord Demeros: É lógico que não concordo com estas atitudes infantis, isto é uma pequena minoria de seres que não sabem o que falam!
SDZ: Grande Demeros, agradeço pelo tempo dedicado a responder essa entrevista, espero que essa venha a contribuir ainda mais para a divulgação da horda no Nordeste. Fique a vontade para expressar sua mensagem de ódio para a raça bastada de cristo. Hail!!
Lord Demeros: Agradeço imensamente a oportunidade que tu me destes, nobre guerreiro, espero que tudo volte como outrora guerreiros (as) do norte e sul unidos com uma única causa o Metal Satânico! Hail Satan!!!
Entrevista Arum

Por George Ederson
SDZ: Saudações Marcelo Miranda! É um prazer ter a horda Arum nas páginas do Satanic Destruction Zine... Desde 1998 que você vem mantendo a bandeira do real Metal Negro erguida em uma cena sem perspectiva para um futuro promissor para uma horda nacional. Como têm sido esses anos de batalhas nesse maldito underground?
Marcelo Miranda: Saudações George! É uma honra poder estar participando do Satanic Destruction Zine. Apesar das conhecidas dificuldades pela qual todos que estão de alguma forma envolvidos no underground passam, me sinto orgulhoso por continuar tocando e mantendo a minha banda na ativa.
SDZ: Vocês iniciaram suas atividades com o nome Gruunks, mudando o nome para Arum em 2000. Quais os significados de ambos os nomes e o motivo de tal mudança?
M. Miranda: Quando retornei as atividades em 1998 resolvi manter o nome de minha antiga banda, pois não sabia que rumo tomaria o som nessa nova fase. Como tudo estava bem diferente que a época lisérgica do Gruunks resolvi mudar o nome para a Arum. Esse nome foi sugerido pelo ex-baterista e o significado é “... um plano existencial paralelo, um lugar desolado e caótico, imunizado das penúrias mortais...”.
SDZ: Com quase 9 anos de estrada, 2 (duas) DT´s (“The Gruunks Age” e “Hellish Spells”) e 2 (dois) CD´s (“Fierce Everlasting Tempest” e “Inhuman Echoes From the Shadows”) e mais recentemente 1 EP “Prelude Cataclysm”, e em breve com o 3° opus saindo, uma trajetória bem ativa para os padrões nacionais em se tratando de Black Metal, você não acha? Por que ainda é tão complicado para uma horda Black Metal lançar um trabalho digno nesse país? Quais os principais méritos obtidos pela a horda com esses lançamentos?
M. Miranda: É uma trajetória ativa sim, pois nos dedicamos muito à banda nesses anos, e temos a sorte de estarmos com a mesma formação desde 2002. Mas creio que se não tivesse atrasos nos lançamentos talvez teríamos mais Cds lançados, porém não tenho o que reclamar, o importante é que tudo foi feito de forma natural e honesta. O maior problema de uma banda lançar algo digno é a questão financeira mesmo, e a falta de apoio ao metal feito em nosso país. Com certeza têm muitos que apóiam, mas sabemos que o apoio maior é para as bandas vindas de fora, isso por todos, gravadoras, revistas, publico....
SDZ: A Arum lançou o debut CD pela Demise Records, mas acabou ficando por aí mesmo, o que aconteceu para não continuarem com o selo?
M. Miranda: O selo não correspondeu com nossas expectativas.
SDZ: Creio que esse caso da Arum, com problemas de satisfação com o selo não foi um caso isolado e hoje tem se tornado bem comum. Vejo frequentemente hordas reclamarem de insatisfação quanto aos seus respectivos selos e procurando mais de que nunca lançar seus trabalhos por selos estrangeiros ou de forma independente. Há alguns anos atrás isso não era tão comum, por que em acontecido tão frequentemente? Isso já era previsto em sua opinião?
M. Miranda: Nada vai ser 100%, o ideal então é ver o beneficio que você como banda vai ter quando assinar com um selo. Quase sempre nos primeiros trabalhos as bandas pensam exclusivamente com o coração, já os selos por mais que não assumam vêm a questão financeira. Isso está acima de qualquer ideologia, e não critico, pois racionalmente temos que separar as coisas e ver que temos custo em tudo e alguém tem que pagar. Isso eu compreendo melhor hoje, já que vejo a música como arte, faço como arte, mas hoje aceito que tem um custo para isso ser produzido e se o retorno financeiro não vem é complicado para todas as partes, e como sabemos quase sempre não vem.
SDZ: Em 2004 vocês lançaram o 2° CD “Inhuman Echoes From the Shadows” pelo selo Norte Americano KillZone Records. Como rolou o entendimento com o selo que resultaram no contrato? Porque um selo de fora? Você acha que a divulgação desse álbum aqui no Brasil foi satisfatória? Como rolou o esquema de divulgação e distribuição aqui no Brasil?
M. Miranda: Mantenho contato com Stuart, dono da KillZone desde 2001, antes dele montar o selo. Nos tornamos irmãos nesses anos, e sempre estávamos
SDZ: Atualmente a Arum está divulgando o EP “Prelude Cataclysm” que conta com 2 sons inéditos, uma regravação e um cover para “Cry Wolf” do Venom. Nesse também teremos um Vídeo Clip para o hino “Garden of Lost Souls”... Como anda a divulgação desse novo trabalho?
M. Miranda: Esse EP foi lançado quando fomos para nossa primeira tour para Europa, no fim do ano passado. Agora que estão aparecendo algumas criticas, e o EP continua sendo divulgado. Tivemos um problema por lá e o material ficou todo na Europa, então mais uma vez a divulgação por aqui será complicada. Mas a intenção do EP foi uma prévia para o nosso próximo álbum, que espero que saia esse ano.
SDZ: Lançar o trabalho por um selo estrangeiro tem suas vantagens, já que os selos nacionais têm uma divulgação até que limitada aqui no país sendo necessário a própria horda arcar com os custos de distribuição e vendas nos próprios shows. Como tem sido os trabalhos com a KillZone Records? Quais os próximos frutos a serem colhidos pela horda em um futuro breve?
M. Miranda: A KillZone está fazendo o máximo que pode para divulgar o Arum, mas sabemos que também não é fácil, mas aos poucos o reconhecimento vai aparecendo. Só o fato deles terem nos arrumado uma tour na Europa, já foi um grande feito, mesmo porque sei das condições do selo, que está crescendo mas ainda não é grande. Atualmente estão buscando outros lançamentos para crescer mais ainda e com isso seremos beneficiados e colheremos frutos no futuro com certeza.
SDZ: Observando todos os lançamentos da Arum até hoje, sendo em compilações e lançamentos oficiais a grande maioria tem sido por selos e zines de fora do país, isso mostra que vocês sempre tiveram uma boa ligação com o underground de outros países, não é verdade? Como a horda Arum tem sido aceita no mundo afora?
M. Miranda: Realmente não sei por que isso aconteceu, não foi pensado, acontecendo naturalmente. Mas lógico que o fato de termos um selo estrangeiro, facilita os contatos e divulgação pelo mundo afora. Acredito que temos uma boa aceitação, com exceção de alguns países que acho que realmente não gostam do Arum, como a Holanda, por exemplo, pois todas criticas aos nossos trabalhos vindas de lá não foram boas. Mas de forma geral e pela reação do público que entra em contato, temos boa aceitação por diversos países.
SDZ: As hordas nacionais ainda não têm trabalhado muito com esse formato de divulgação que é o Vídeo Clip, talvez por falta de meios de veiculação dos clips e falta de estrutura para filmagens, etc. Como rolou todo o processo de criação do Clip? Na sua opinião esse formato terá futuro no Metal Negro nacional algum dia?
M. Miranda: Temos um grande amigo formado em cinema, que criou a Decameron Filmes, conversando veio a idéia de fazermos um clip, e pela nossa amizade não tivemos um custo alto para isso. Fizemos um clipe simples por conta disso também, mas a idéia foi essa mostrar a banda tocando. Para mim o clipe é mais uma divulgação para uma banda. Todos formatos são válidos, desde que feitos com honestidade.
SDZ: Você pretendem lançar algo no formato DVD, ou ainda é cedo para falar nisso? Para você quais os melhores vídeos de Black Metal já lançados? (DVD, Clips, VHS, etc) Vocês pretendem em um futuro lançar um DVD ou algo semelhante?
M. Miranda: Com certeza se num futuro tivermos condições para fazer um DVD o farei com certeza. Mas precisaremos de mais shows, para termos uma execução boa e podermos registrar um grande show. Pois se lançar qualquer material ao vivo, terá que ser ao vivo, sem nenhuma correção
SDZ: Em
M. Miranda: Também estamos esperando que esse álbum seja finalmente lançado nesse, já que era para ter sido feito no ano passado, mas não temos que reclamar, pois ao invés do lançamento ganhamos uma tour pela Europa. Não tem data específica ainda para o lançamento, mas da última vez que conversei com o Stuart, ele disse que esse ano será lançado. Quanto à distribuição também não sei, seria pela Vampiria Records, mas não sei como está sendo tratado isso entre a KillZone e eles. Agora lançamento em versão nacional, no momento não tenho nenhuma previsão e nenhum selo interessado. Quanto ao novo trabalho realmente gostamos muito do resultado final. Trabalhamos intensamente durante o ano de 2005 entre composição e gravação. As músicas continuam com a mesma essência, mas muito melhores executadas do que nos álbuns anteriores, com variações de tempo, parte acústicas, contrapontos entre guitarra e baixo, enfim tudo que sempre fiz no Arum.
SDZ: Como você analisaria a evolução musical e as diferenças entre cada um de seus trabalhos? Você acha que a mudança foi mesmo tão expressiva?
M. Miranda: Essa é uma questão complicada. Com certeza a evolução musical sempre existirá, pois todos da banda estão sempre estudando e pesquisando, evoluindo como pessoas, o que reflete diretamente na banda. O que procuro manter, e sempre busquei foi a minha essência e identidade na música do Arum, a maioria das músicas continuam sendo feitas por mim, mas os outros também já contribuem com grandes idéias, pois sabem como o Arum deve ser. A banda não irá nunca se limitar, mas que tenha e preserve a personalidade. Acho que cada um vai achar se as diferenças entre os álbuns são ou não muito expressivas.
SDZ: No começo vocês tocavam Death Metal e naturalmente se desenvolveram com as raízes fincadas no Metal Negro. Darkthrone também começou dessa forma e outras como o Behemoth que começou Black Metal e hoje está musicalmente bem Death Metal. As diferenças entre os dois estilos pra vocês é tão gritante assim ou ambos tem uma forte ligação? Quais as principais hordas de Death e Black Metal ideologicamente falando, em sua opinião?
M. Miranda: Quando retomei as atividades de minha antiga banda, em 98, os membros que tocavam comigo estavam mais focados no Black Metal. Naturalmente tomamos uma raiz mais fincada no Black Metal, mas hoje em dia, acho que fazemos um pouco dos dois, e até algo mais, não me limito em relação as minhas influências. Realmente não me preocupo com isso, quero é soar como Arum. Para mim cada uma das subdivisões do Metal tem suas particularidades, mas estão todas ligadas por algum ponto. Gosto de muitas bandas de Death e Black Metal, assim como de outras vertentes.
SDZ: Atualmente o Death Metal está se distanciando do lado ideológico e só visam a musica, não estou generalizando, mas tem muita banda hoje que só pensa em tocar rápido e nada de ideologia. No Black Metal também tem muita gente que não liga nada para ideologia, que em minha opinião é o ponto crucial do estilo, só pensando em tocar da forma mais comum possível, ou seja, na que está
M. Miranda: Não nego a importância de termos ideologia, temos que ter e concordo que é importante para o Black Metal. Porém isso é uma questão extremamente particular de cada um, mesmo que por vezes possamos compartilhar com várias pessoas, o importante é cada um ter sua própria maneira de pensar. Eu nunca gostei de me prender em um só pensamento, de limitação, procuro minha evolução e busco por conhecimento sempre, e isso como disse acima irá se refletir na minha arte de alguma forma. Particularmente eu sempre coloquei a música em primeiro plano, caso o contrário eu seria escritor e não músico. E para mim o Death e Black Metal são estilos musicais também.
SDZ: Em sua opinião por que ainda existem tantas hordas que não querem ter o nome de sua horda atrelado a outros estilos que não sejam o Black Metal, como é o exemplo de hordas que possuem o som arrastado e odeiam serem chamados de Doom/Black Metal, ou hordas que possuem alguma variação de vocal voltado para o gutural e não gostam de serem chamadas de Death/Black Metal?
M. Miranda: Isso não posso responder pelas outras bandas. Acho que rótulos no fundo só servem para situar mais ou menos o estilo que as bandas procuram e como ainda não são conhecidas, se rotulam de alguma forma, mas também não tem nenhum rotulo absoluto, pois cada um tem um ponto de vista sobre isso. O Arum mesmo já foi rotulado de diversas formas, e comparado com bandas de estilos diferentes. Isso não me importa.
SDZ: Atualmente a horda está em preparativos para alguns shows no Peru e possivelmente em outros países da America Latina e EUA. Como estão os andamentos das negociações?
M. Miranda: Por enquanto nada definido, estamos afim e tivemos essa idéia, pois tenho um grande amigo no Peru e que muitos conhecem pelo apoio ao Metal, o Martin do Explosion Cerebral. Mas por enquanto ficou só na idéia, que espero que se concretize. Dai tentaríamos contatos para outros países na América do Sul. Quanto aos EUA, dai será por parte da KillZone, não sei quando dará para irmos para lá, mas um dia iremos.
SDZ: Sempre vejo hordas nacionais receberem convites para se apresentar fora do país, até em uma pequena turnê, mas acaba que devido às dificuldades ainda são poucas as que vão. O que poderia ser feito para que mais hordas nacionais possam ter essa experiência de se apresentar fora do país propagando ainda mais a maldição do Metal Negro brasileiro?
M. Miranda: O principal problema é a questão financeira, e sem um apoio fica muito complicado. O que poderia ser feito em minha opinião é o underground continuar sendo underground, mas ser mais profissional, e com isso conseguiria apoio para isso acontecer, não tem mistério.
SDZ: Em 2006 vocês tocaram em vários festivais como o “Christian Holocaust Fest”, “Odium Humani Gênesis” e no “Malefic Cold Weather Underground Festival VI”, além de outros que não fiquei sabendo. Como foi o ano de 2006 para vocês em relação as celebrações ao vivo? Quais os planos para 2007 nesse sentido, algum chance de uma passagem de vocês pelas terras nordestinas?
M. Miranda: Além desses grandes eventos, tivemos alguns outros shows, como a abertura para o Rotting Christ no Arena e o momento mais importante de nossa carreira que foi a nossa ida para a Europa no final do ano, onde tocamos na Alemanha, Austria, Eslovenia e Bélgica, junto com o Aeternus, Devilish Impressions e Darkshine. Tínhamos vários planos para esse ano de 2007 em relação a shows, inclusive o Nordeste, pois há tempos quero ir com o Arum, mas problemas particulares fizeram com que após Janeiro a banda desse uma parada em suas atividades. Mas agora em junho tudo será retomado, e esperamos contatar produtores sérios para fazer nossos próximos shows.
SDZ: Bem Marcelo, agradeço por essa entrevista, espero que tenha apreciado e que esta possa contribuir na divulgação da Arum no underground nacional. Fique a vontade para deixar sua mensagem aos leitores do SDZ Hail!!M. Miranda: Eu que agradeço George ao seu apoio ao Arum e ceder um espaço no SDZ para ajudar a nos divulgar. Aos leitores que quiserem conhecer mais sobre o Arum podem visitar nossos sites: www.arum.com.br ou www.myspace.com/arumblackmetal . Espero que um dia possamos finalmente tocar no Nordeste e conhecer de perto essa forte cena. Hails!
Entrevista Arcanus Ad Noctum

Por George Ederson
Janeiro de 2006
SDZ: Saudações Count Haeretticus! Para inicíar apresente-nos um relato da trajetória da horda Arcanus Ad Noctum aos leitores do SDZ.
Count Haeretticus: Saudações meu nobre Aliado e Irmão George! Arkanus AD Noctum deu início ao seu negro trilhar em 2002 E.V., a mesma foi fundada por mim, e logo Domminus Umbra aliou-se à barbárie anticristã. Durante um ano após a batalha ter sido iniciada, a Horda teve algumas mudanças na formação, a qual está fortemente estabilizada desde 2003 E.V. com:
Count Haeretticus 666 – Negras Vociferações;
Domminus Umbra – Baixo;
Maleficarum – Bateria e Coros Épicos;
Arkanjo Pervertum Daemonicus – Guitarra e Coros Épicos.
SDZ: A Arkanus ad Noctum lançou um trabalho pelo selo Sephiroth D. P. em formato K7, como você avalia os resultados obtidos com esse trabalho?
Count Haeretticus: Grandiosos, mesmo se tratando de um ensaio, com baixa qualidade de gravação, obtivemos majestosos triunfos e um grande e verdadeiro respeito e reconhecimento do nosso cenário underground.
SDZ: Essa DT foi lançadas com cópias limitadas em 666 unidades. Todas as cópias já foram distribuídas ou os guerreiros ainda podem conseguir uma cópia de grandioso trabalho?
Count Haeretticus: Ainda temos algumas cópias em mãos, aos guerreiros interessados, entrem em contato.
SDZ: Você pretende lançar novamente esse trabalho? Digo em outro formato como Cd-demo?
Count Haeretticus: Para falar a verdade, nunca pensei nessa hipótese de relançar a 1ª Demo, até porque ainda é cedo.
SDZ: Hoje em dia muitas bandas tem optado por lançar seus trabalhos no formato de Cd-demo (CD-r), pelas facilidades que esse formado dispõe se comparado a velhas fitas K7, que estão custando caro, além de sua postagem ser mais cara. Sei que dificilmente este formato morrerá, mas qual sua posição a respeito disso? Existe algum preferencia de sua parte, ou você prefere manter a tradição das DT´s?
Count Haeretticus: Isso é fato. As facilidades que um CD-Demo proporciona são grandes, a começar pelo preço do mesmo no comércio e pelo preço de envio nos correios. Nestes dois fatores o K7 está bem mais caro... Caso contrário lançaria com certeza no velho e grande formato tape (minha preferência). Creio que ainda este ano lançaremos este CD-Demo
SDZ: Como anda as celebrações da horda? Planos para tocar fora do Nordeste?
Count Haeretticus: Fizemos algumas apresentações ano passado e apenas uma esse ano... Até porque essa é a nossa opção, fazer 03 ou 04 shows por ano aqui na nossa cidade. Em Agosto, estaremos indo celebrar em tuas terras, depois de dois anos. Um grande anseio nosso... Estamos vendo a possibilidade de fazer uma mini-turnê em Janeiro de 2007, até o Sudeste!
SDZ: Vocês acabaram de lançar um novo trabalho em formato Cd-demo. O que você pode nos adiantar sobre ele, pois ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo.
Count Haeretticus: Lançamos em Fevereiro deste Ano Vulgar “Prelúdio da Profanação... Glória e Eterna Supremacia”. São três impuros e negros hinos. Um trabalho muito acima do primeiro, com encarte e letras. Sonoridade mais madura, evoluída e mais agressiva, sempre mantendo o negro sentimento.
SDZ: Os planos para o lançamento do Debut já estão bem adiantados. Vocês já possuem tudo em vista para esse lançamento? Quando está previsto? Será um lançamento em parceria com algum selo ou trabalharão de forma independente? Pode adiantar título?
Count Haeretticus: Estamos lapidando os 09 hinos que farão parte deste perverso opus, uma nova sonoridade, mais agressiva, trabalhada e negra... Hinos que contam com trechos em coros épicos entoando feitiços, batalhas e ódio eterno à porca judaico-cristandade. O mesmo já possui título: “Ritos de Profanação”... Temos o suporte e amizade do grande irmão Mário Tenebrarum, da Tenebrarum Produções, e ele nos fez uma boa proposta. Por enquanto estamos sem previsão para a conclusão deste Debut e seu lançamento, mas não pretendemos tardar muito.
SDZ: Vocês passaram por uma mudança e hoje você vocifera seus hinos em nosso idioma. Qual o motivo que resultou nessa mudança?
Count Haeretticus: Quando iniciamos, os hinos eram entoados em inglês e português. Com o passar do tempo optei por vociferar somente no nosso idioma. O motivo? Honrar mais ainda o orgulho por meu país, minha terra, expressar e expor melhor nossos sentimentos!
SDZ: Hoje é muito comum encontrarmos hordas que cantam em nosso idioma. Na sua opinião a que se deve isso?
Count Haeretticus: Acredito que o motivo é o mesmo nosso, porém não posso afirmar. Mas seria grandioso se as Hordas brasileiras sempre optassem pelo português!
SDZ: O Brasil é um daqueles países que possuem um Black Metal distinto, assim como na Noruega e Grécia, que logo se reconhece quando escutamos, mesmo quando certas hordas tentam tocar como europeus. Estamos evoluindo a cada dia tornando nossa identidade mais clara?
Count Haeretticus: Com certeza George, como questionado anteriormente, muitas Hordas estão optando por cantar em nosso idioma, e isso já é um grande fator evolutivo para mostrar a identidade do Metal Negro Brasileiro. Hordas respeitadas e honradas como: Miasthenia, Vultos Vocíferos e Luxúria de Lillith, que vociferam em português, são prova disso, e as mesmas nunca tentaram copiar os europeus. Copiar, plagiar, ficou a cargo dos incompetentes, não precisamos copiar ninguém!
SDZ: A horda Pactum foi a primeira do Sul exclusivamente Black Metal a tocar em nossa região. Porque ainda é tão difícil para uma horda do Sul tocar em nossa região? Existe um muro intransponível cercando nossa região? Na minha opinião o fator da distância não justifica mais, pois com um pouco de esforço dá sim para que bandas de todos os estados possa tocar em qualquer parte do país, para mim a dificuldade é outra...
Count Haeretticus: A dificuldade financeira é o único fator em minha opinião. Como você mesmo disse, distância não é problema, para isso existem vários meios de transporte. Barreiras intransponíveis? O Pactum mostrou que isso não existe. “Metal Negro sem fronteiras”. Mas não há como negar alguns fatores negativos... Alguns seres do Sul afirmavam uma tal postura separatista por parte do Pactum, mas se tratava apenas da maldita inveja. Talvez essa seja a barreira: Inveja e ignorância por parte de alguns bastardos. Mas os fortes sempre prevalecerão...O Nordeste, assim como o Sul, fazem parte da mesma terra, e o Brasil é uno, inseparável. E não será a inveja de alguns cuzões que irá transgredir o círculo do Metal Negro Brasileiro.
SDZ: A Arkanus Ad Noctum se tornou em pouco tem um referencial do Black Metal nordestino em sua breve existência. A que você atribui esse respeito que os guerreiros de todo o país vem demonstrando nestes últimos tempos?
Count Haeretticus: Não seguimos regras nem leis, seguimos a nossa Lei Profana de liberdade e satisfação do ser pensante. Porém no universo que vivemos é de suma importância Transparência, Clareza, Postura, Honra, Moral, Atitude, acima de tudo e abaixo de nada Ideologia, principal e magnificente alicerce do Metal Negro, e a Horda Arkanus Ad Noctum faz toda questão de expressar e expor sua Ideologia.
Temos consciência do que falamos e fazemos, por que falamos e fazemos. Temos honra extremada disto. Nossas odes, nossas batalhas, nossos princípios, isso nos deu e nos dá sempre respeito e reconhecimento por parte dos (as) guerreiros (as) que lutam pela supremacia e integridade do verdadeiro Metal Negro. Non Ducor, Duco!
SDZ: Muito tem se falado sobre uma leve mudança no que diz respeito a moda Black Metal, sendo esta não mais tão intensa como a 2 anos atrás. O que você poderia dizer a respeito? Houve realmente tal mudança em sua opinião?
Count Haeretticus: Sim, muitos porcos viram no que realmente estavam se metendo. Como nós bem sabemos, Metal Negro não é para qualquer um. A moda diminuiu bastante, algo totalmente positivo. Porém sempre existirão alguns bastardos embalistas e modistas tentanto ser o que não são. Mas a excelência em essência não ficou para qualquer um. Como falei antes: “Somente os fortes prevalecerão!”. O tempo sempre nos mostrará isso!
SDZ: Passei um breve período meio que afastado da cena e notei que em pouco tempo muita coisa muda na cena em nosso país, muitas hordas que a 3 anos estavam em plena atividade hoje estão paradas e muitas até encerraram suas atividades. Você acha que o crescimento da cena no país esteja provocando esta instabilidade, ou está acontecendo algo isolado no Black Metal nacional?
Count Haeretticus: Não vejo isso como algo negativo, até porque grande parte destas “hordas” que acabam em um, dois ou três anos eram ou são integradas por vermes modistas, os quais buscam apenas ganhar fama, status e dinheiro. E quando enxergam a realidade deste macrocosmo, voltam para seu mundinho imundo de onde nunca deveriam ter saído. Força, Poder e Honra para os Fortes!
SDZ: Vocês tocaram em um evento aqui em Fortaleza no qual teve o Enthroned como atração principal. Você me comentou que não gostou da postura dos caras do Enthroned. Você notou algum tipo de estrelismo da parte dos caras ou algo em especial que queira comentar?
Count Haeretticus: Tivemos uma grandiosa e excelente receptividade por parte dos (as) guerreiros (as) de Fortaleza, reencontrei-me com grandes irmãos, os guerreiros de Govanon... E fizemos uma grande apresentação. A parte ruim e desprezível realmente foi o Enthroned, seríamos generosos ao chamá-los de estrelas. Total falta de respeito com muitos lá presentes, os caras foram babacas mesmo, cuzões. FUCK-OFF!!!
SDZ: O Metal underground, em especial o Black Metal cresceu bastante nos últimos 4 anos em Piauí, após o surgimento de hordas como Arkanus ad Noctum, Pecatorium, Empty Grace, entre outras. Notei que o que fez isso acontecer foi a união dessas hordas, união essa que fez crescer uma cena da noite pro dia, se tornando por um certo período a única capital nordestina com festivais de Black Metal periódicos... Como tem andado a cena atualmente?
Count Haeretticus: A união continua a mesma, com apenas uma “baixa”, a Horda passará um tempo adormecida por falta de guitarrista... O cenário Negro Piauiense vem crescendo lentamente, surgiram novas Hordas com princípios, dignidade e Ideologia como: Belsazar, Funeral Místico, Cristo Cadavérico, Haeretic Winds... E também Funerality, a mesma idade do AAN. Com relação às celebrações, tivemos uma breve diminuída, mas verás o poder despertando novamente a partir de Agosto.
SDZ: Como tem andado as atividades de seu negro artefato “Eternal Devastation Zine”?
Count Haeretticus: “Eternal Devastation Zine” adormeceu em sono eterno. Mas acabei de lançar a primeira edição do “Ritual Zine”, um negro pergaminho, mais poderoso e maligno, que conta com o seguinte conteúdo: Entrevistas – Pactum, Funerality, My Fallen Father, Mystifier, Evil Empire, Luxúria de Lillith, Eternal Sacrifice e Catacumba, Artigos sobre o Satanismo Tradicional, Manifesto contra nazismo e White, Resenhas de shows, CD’s e DT’s e um pôster. São 40 páginas, com uma excelente diagramação e layout!
SDZ: Se pararmos para observar, muitos dos zines impressos que existiam há 3 anos atrás hoje estão inativos, pois não podemos negar que na cena nacional não existe uma apoio apropriado para o desenvolvimento dessa atividade, que por anos contribuiu ativamente para o fortalecimento de nossa cena. Também existe o fator das facilidades que existe na produção de um Web Zine, cujo a de maior destaque está nos custos que são mínimos, além de que a possibilidade de patrocínio para esse segmento é maior. Na sua opinião de zineiro, como ficará o futuro dessa tradição?
Count Haeretticus: Tenho certeza que continuará firme e forte assim como as majestosas demo-tapes. Realmente as dificuldades continuam grandes, e a facilidade para elabora um WebZine é gigantesca, principalmente possuindo um computador
SDZ: No ínicio da década começou o surgimento de várias bandas de Black Metal que assumiam abertamente uma ideologia neo-nazista. Fato esse que pareceu mais uma modinha que desapareceria em poucos meses, como toda a bosta desse tipo. Mas passado o tempo, ainda existe uma certa propagação dessa medíocre ideologia. Na sua opinião a que se deve isso?
Count Haeretticus: Pura incompetência, nada mais. Um bando de playboyzinhos frustrados que mesmo com poder aquisitivo não conseguem o conhecimento almejado. Então o que lhes resta? Apelar para a medíocre e fecal ideologia N$. Mesmo tendo a mão da igreja católica por trás desta torpe. Nazismo e cristianismo andam juntos. Com os mesmos olhos de desprezo com que vejo um porco white “metal”, vejo um cuzão bastardo metido a nazista. Bando de chupa-pau de gringos racistas e neo-nazistas. Torço para que tenham uma morte bem lenta e dolorosa!
SDZ: Com esse crescimento de bandas que se rotulam NS nos últimos anos, tem se notado uma certa rivalidade direta das bandas do Sul com relação aos nordestinos. Essa “briga” (ou guerra como muitos gostam de chamar) tem se prolongado bastante. A que ponto isso chegará?
Count Haeretticus: Sei que estes vermes perdurarão por muito tempo. Porém, eles possuem uma grande característica: Covardia. Muitos destes porcos são extremistas radicais, homicidas virtuais, e outra grande parte se esconde no anonimato. Vivem se escondendo nos esgotos e ainda abrem suas malditas bocas para falar
O termo correto não seria rivalidade, e essa guerra não se resume apenas ao Sul. Garanto-lhe que estes porcos estão por todas as partes. São Paulo e Brasília são bem “fortes”. Como falei, vivem no anonimato, outros negam até a morte, vivem em pocilgas e esgotos, onde é o lugar deles. É para isso que estamos aqui, lutando pela supremacia e integridade do nosso negro cenário underground. Onde chegará? Não sei, mas sempre serão combatidos, pois você sabe, temos um propósito!
SDZ: Na sua opinião o que isso trará para o negro underground diretamente?
Count Haeretticus: Como falei, temos um propósito, que é defender o círculo do Metal Negro, obscuro, anticristão, pagão, oculto, satanista. E estes vermes que se auto-rotulam N$ degrinem o nosso círculo das Artes Negras.
SDZ: Outro ponto eterna discurção dentro da cena nacional, mas precisamente da cena nordestina. O que você acha de bandas que seguem essa tal ideologia neo-nazista dentro do próprio nordeste? Quero dizer nordestinos com tal ideologia.
Count Haeretticus: Vejo da mesma forma que vejo os outros porcos, escória ignóbil. Tudo é merda da mesma fossa, e deve ser combatido, boicotado e desprezado!
SDZ: Mas você tem o conhecimento que mesmo no Nordeste temos muitas bandas que seguem tal ideologia. Qual seria a posição da Arkanus ad Noctum perante tais hordas? Vocês chegariam a ter alguma relação com estas bandas ou até mesmo dividiriam o palco com uma banda que seguem tal ideologia?
Count Haeretticus: Tenho, aqui mesmo em Teresina existem uns cuzões frustrados, chupa-pau de gringos nazistas e racistas. Nosso guitarrista, Arkanjo P. Daemonicus, já mandou um deles para o pronto-socorro com a face totalmente desfigurada e fraturada. Não queremos relação, não queremos ligação e não dividimos palco com tais “hordas”. Morte aos porcos nazi-cristãos!!! A Horda Arkanus Ad Noctum declara guerra contra essa corja, ódio e desprezo.
SDZ: Você já ouviu falar do “Inner Circle do Sul” encabeçado pelo lider da Great Vast Forest, Count Sugarth? Sabemos que essa palhaçada já está indo bem longe, você não acha?
Count Haeretticus: Essa é novíssima para mim... Mas esperar o que de um “guerreiro” que diz não ter ligação com N$, e quando lança o Debut da “horda” agradece para lixos como Brigada N$, Adolf Hitler, Graveland! Sem falar das merdas e asneiras ditas no Metal Vox WebZine algum tempo atrás. Teve também o episódio do vídeo feito em um show deles que rolou em SC, onde ele fala bem claro: “Salve a causa branca Sulista”. Perguntei para ele mesmo o por que deste brado, ele respondeu afirmando que só falou aquilo porque o organizador do evento havia pedido...Será mesmo??? Quanta postura e identidade, quanta autenticidade! Assim como copiar os europeus com essa merda chamada “Inner Circle”, movimento esse que quem supostamente integrou hoje afirma que era uma jogada para se promoverem, outros sentem vergonha desse movimento. Porém me parece que copiar, plagiar, usurpar idéias e culturas alheias é um “dom”, e muitos fodões por aí fazem isso muitíssimo bem. Como você mesmo disse, é uma palhaçada, nada mais. E espero que vá longe, para bem longe do Brasil, ele e todos os que o apóiam, com esse tal “Inner Circle”. AHAHAHAHAHAHAHA, que piada!!!
SDZ: Count Haeretticus, quero agradecer pela entrevista, que há muito já deveria ter sido realizada, mas que só agora foi possível, e pelo apoio que você tem direcionado ao meu trabalho com o Satanic Destruction Zine. Tenha certeza que nossa aliança se fortalecerá com o passar do tempo trazendo glórias ao verdadeiro Metal Negro de nossas terras. Sinta-se a vontade para deixar sua mensagem final aos nossos leitores... Hail Arkanus ad Noctum! Hail Satan!!
Count Haeretticus: Grande Irmão George, agradeço em nome de todos do Arkanus Ad Noctum pelo grande apoio. Saiba do grande apreço que tenho por nossa amizade, que já dura alguns anos, e ainda perdurará por muito mais.
Metal Negro sem Ideologia, Moral e Honra não existe. Glórias e triunfos à Supremacia e Integridade do verdadeiro Metal Negro. Boicote e desprezo aos porcos white “metal”, nazistas, separatistas e racistas!!! AVE BRASIL!!!
Si Vis Pacem Para Bellum!
Absu - Absu
Absu - “Absu”
Após um longo período de silêncio (principalmente pra quem sempre acompanhou com extrema admiração o trabalho da horda) o Absu lança um trabalho auto-intitulado onde podemos notar algumas mudanças na sonoridade da mesma.
Tendo sempre um valioso destaque em suas composições pela técnica apurada de seus membros, nesse trabalho podemos destacar que tal técnica veio ainda mais apurada sendo que pode ser notado a influência mais nítida de outros estilo, como o Death Metal e Heavy Metal nos hinos que compõem esse novo opus.
Não temos o que duvidar que Absu conseguiu manter seu nome como a horda Black Metal mais forte dos EUA após o lançamento desse trabalho. Atualmente o Absu encontra-se em uma intensa turnê pelos EUA divulgando o novo trabalho, com datas agendadas até o fim de julho, mostrando que a atual formação está ainda mais ativa.
www.myspace.com/absu
Entrevista Shedim

SDZ: Saudações, grande guerreiro Josenildo Rufino! Queria começar esta entrevista com um comentário sobre as atividades da horda nos últimos anos.
Josenildo Rufino: Salve! É uma grande honra participar da sua publicação. O Shedim lançou no ano 2000 da era vulgar seu primeiro trabalho. Até 2004, ano do lançamento do segundo artefato, tivemos algumas mudanças na formação e fizemos algumas apresentações. A partir de 2004, optamos por seguir como um quarteto e como de costume seguimos divulgando nosso trabalho.
SDZ: “The Great Black Goat” traz a Shedim com algumas mudanças na formação. Como você analisa a atuação da nova formação, tanto no Cd-demo como nas apresentações ao vivo? Você acha que essa veio a somar e trazer um Shedim ainda mais forte?
J. Rufino: Sempre tivemos problemas com baixistas. Quando achávamos que tínhamos encontrado a solução, acontecia alguma coisa e voltávamos a mudar novamente. Nosso antigo vocalista decidiu sair porque pretendia se dedicar exclusivamente à sua outra horda. Esses fatos ocasionaram uma maior união nossa, pois descobrimos que poderíamos solucionar tudo somente remanejando alguns integrantes. Foi o que fizemos. Ao vivo a gente não notou muita diferença, pois sempre ficava uma guitarra mais alta do que a outra e ninguém ouvia nada direito. Em estúdio não tem esse problema. Os quatro remanescentes são os da formação original. Acreditamos então que esta seja a melhor para o Shedim.
SDZ: Quais os motivos das mudanças na formação?
J. Rufino: Divergências musicais, pessoais, fator financeiro, empenho, acreditar no potencial da horda e no seu próprio, pé no chão, etc. Têm um pouco de cada coisa. Todos os que passaram saíram por algum motivo. Como foram muitos, muitos foram os motivos.
SDZ: É inevitável essa pergunta: Como você compara a DT com este CD-demo?
J. Rufino: Amadurecemos musicalmente. Aprendemos a compor de uma forma mais rápida e mais consistente e os hinos estão mais fortes e melhor estruturados e mais bem gravados. Também repassamos um pouco da nossa trajetória para as letras e divulgamos tudo melhor. Ou seja, pensamos o segundo opus desde a sua concepção à sua divulgação, passando por todo o processo de produção. The lord of this land foi feita de uma forma muito vaga. Ensaiamos, gravamos e divulgamos. The great black goat foi planejada desde o início para se tornar algo que não ocasionasse maiores transtornos para os envolvidos na sua produção e divulgação.
SDZ: A Shedim possui material suficiente para lançar um album completo, o que de fato estava sendo planejado por vocês, mas no lugar disso vocês lançaram o demo The great black goat contendo 5 hinos grandiosos. O que ocorreu para que o debut tenha sido adiado? O fator financeiro pesou na decisão de adiar o lançamento do debut lançando no momento apenas o demo?
J. Rufino: Muito pelo contrário. Saiu mais caro produzir a demo do que se tivéssemos encarado um CD oficial. Temos até hoje propostas financeiramente viáveis para que isso aconteça, mas preferimos trabalhar do nosso jeito, no nosso ritmo. Boa parte dos selos querem um “produto” para vender e obter lucro. Nós encaramos nossa música como “arte” para ser ouvida e apreciada. Arte extrema, é verdade, mas também queremos que nosso público seja extremo. Então, se alguém se interessar em nos lançar terá que ser a “arte Shedim” e não o “produto Shedim”.
SDZ: Existe algum selo interessado em lançar o debut ou você optará por lançá-lo pelo seu próprio selo?
J. Rufino: Temos algumas propostas, mas como lhe falei, nenhuma delas se adaptou à nossa forma de encarar o cenário. Temos ainda algum material para divulgar e quando ele acabar, aí pensaremos se aceitamos alguma dessas propostas ou alguma outra que venha a surgir. Caso não seja possível, faço pela Gravadora Inferno mesmo e continuo mantendo o total controle sobre a nossa obra.
SDZ: Como anda a divulgação da Shedim em outras terras? Você tem investido na divulgação no exterior ou mantém a divulgação concentrada em nosso país? De que maneira tem rolado essa divulgação?
J. Rufino: Tenho feito diversas trocas com selos e distribuidores de outros países. Essa é a forma que busco, pois acredito nas alianças para uma divulgação mútua. Nossa arte está sendo muito bem recebida lá fora e isto talvez possibilite até algumas celebrações por lá.
SDZ: Você poderia falar sobre o negro underground de seu Estado atualmente? Tenho notado que ele anda meio que parado nos últimos anos. Algum fator tem somado para que isso venha ocorrendo ou apenas é mais um daqueles períodos de baixa? Quais as hordas que você nos destaca atualmente?
J. Rufino: Sinceramente eu vejo a cena extrema norte-riograndense como outra qualquer. Temos grandes hordas e umas bostas também. Posso lhe indicar Lord Baphomet, Nocturno Culto e Noctívago Misantropo que são as que mais recentemente lançaram seus materiais. Não sei lhe dizer se é um período de baixa porque é muito difícil você analisar algo que é muito variável quando você é estático. Se a cena muda é porque as pessoas mudam. Como sou o mesmo há mais de 20 anos, frequentando os mesmos lugares e conhecendo as mesmas pessoas, pra mim é como se estivesse tudo igual.
SDZ: Em minha opinião, a Shedim tem uma certa influência do Black Metal grego, como Rotting Christ, Varathron, Nergal, etc... Você concorda com essa observação? Quais outras hordas podemos considerar como influenciadoras em seu trabalho?
J. Rufino: De um certo modo você está correto. Ouvíamos muito aquilo que vinha da Grécia quando lançamos nossa primeira demo e isso com certeza se incorporou às nossas canções. Lá em cima, quando falo sobre melhor estruturar as composições significa você procurar criar algo seu, numa eterna busca da individualidade artística. Quando compomos procuramos dar à música a cara do Shedim, mas qual a cara do Shedim? É um processo cíclico e sem fim. Mantém-se a base, a linha geral, mas com certeza aquilo o que mais ouvimos será repassado para os novos hinos. Isso pode ser Black Sabbath, Running Wild, Venom, Celtic Frost, Bathory, Slayer e muitos outros. A lista é imensa.
SDZ: Rufino, a Shedim não utiliza Corpse-Paint nem em fotos nem ao vivo. Tem algum motivo para isso? Porque vocês não utilizam dessa tradição Black Metal? Você acha que o Corpse-Paint tem sido banalizado por muitas dessas bandas modistas que tem sujado a imagem do Black Metal?
J. Rufino: Particularmente eu não ligo para isso, pra esse modismo. Se banaliza o cenário ou não uma banda ou centenas delas usar corpse paint. Na verdade o que importa é a essência. Optamos por tocar sem maquiagem porque não achamos que ela seja um elemento essencial dentro do metal negro. Fazemos parte do grupo formado por aqueles que se preocupam com seus próprios problemas. Querem usar? Usem! Não querem usar? Não usem! Que diferença faz, se na verdade o que importa é a ideologia e a atitude? Respeitamos quem utiliza o corpse paint como complemento ao seu trabalho, mas não admitimos que o metal negro se resuma somente a pintar a cara. Tenho visto cada bosta maquiada sem a menor cerimônia de se auto-intitular black metal que me faz crer que acertamos em nossa escolha. Existem muitas hordas que atuam dessa forma e que fazem um trabalho consistente. Essas nós respeitamos. As que pararam de falar e estam atuando de forma significativa, independente da maquiagem.
SDZ: Existem planos para uma turnê da horda pelo Sul / Sudeste do País?
J. Rufino: Alguns integrantes têm sérios problemas de horário decorrente do seu emprego convencional. Isto é um elemento complicador para nós, mas como estamos bem mais maduros no tocante a como lidar com nossos compromissos, no momento certo e na ocasião oportuna, estaremos sim executando nossos hinos para os guerreiros do sul, sudeste e das outras regiões do País.
SDZ: O que você acha da atual fase do Black Metal nordestino? Na sua opinião, quais as principais forças do Black Metal de nossa região atualmente?
J. Rufino: Malkuth (PE) e Hecate (CE) com seus discos maravilhosos. Também tem o pessoal que está no formato demo, mas que se tiverem um pouquinho de paciência e algum apoio vão despontar, como é o caso do Empire Of Shadows (PE), Empire Night (PB), Mystical Fire (SE), Lord Baphomet (RN), DCLXVI (PB) e outras que não me recordo agora.
SDZ: Black Metal NS. O Sul tem se tornado o celeiro de muitas bandas que têm adotado essa fracassada ideologia. Muitas bandas que há alguns anos possuíam contatos com guerreiros de todo o Nordeste, como foi o caso da Dark Lord e Ares Wrath, entre outras, tendo até trabalhos seus lançados por selos de nossa região e que de uma hora pra outra se declararam NS. Na sua opinião, o que leva esses vermes a adotarem essa ideologia?
J. Rufino: Não sei e sinceramente não quero saber. Pra mim, o que importa é fazer aquilo o que se achar correto. Quase tudo na vida é uma questão de ponto de vista, de referencial. Para nós é difícil entender que alguém seja submisso à uma doutrina com a qual não concordamos, mas para eles talvez seja a coisa mais normal do mundo. Então prefiro ficar na minha, com minhas idéias e meus ideais. Não defendo nem condeno a ideologia de ninguém, pois pouco me importa se um ou um milhão querem idolatrar Hitler e seus asseclas, diferentemente das mudanças de atitude, o que considero uma fraqueza. Sei de uma ou duas bandas que morderam a mão de quem as alimentava e acho isso o máximo. Tanto para aqueles que não valorizaram quem estava próximo quanto para os que hoje falam um monte de besteira mas têm o rabo preso ao passado. Os falsos mostram a sua cara mais cedo ou mais tarde...
SDZ: Sul vs Nordeste. O que você tem achado dessa guerra que vem sendo criada por certos idiotas que andam espalhando intrigas entre os que deveriam estar unidos lutando pelo fortalecimento do underground do país? Até onde você acha que isso vai?
J. Rufino: Não acredito nessa guerra entre o sul e o nordeste. Vejo fofoquinhas e infantilidades vindo da parte de alguns, mas transformar isso em uma guerra é demais para mim. Essas intrigas sempre existiram e sempre vão existir. Quem tiver suas broncas que as resolva. Daqui há alguns anos esses merdinhas vão sumir mesmo, então pra quê dar crédito a isso? Também não acredito na união do underground, pois quando acaba uma intriga começa outra. Todas essas desavenças servem apenas para consolidar quem quer trabalhar de forma digna e honrada, pois passam longe e incólume de tudo isso.
SDZ: O que isso pode trazer de prejudicial para o underground de ambas as regiões?
J. Rufino: Nada. Não prejudica
SDZ: Já ouviu falar desse tal de Inner Circle do Sul que vem sendo criado pelo Count Sugarth da Great Vast Forest juntamente com muitas outras bandas daquela região? O que você acha dessa palhaçada?
J. Rufino: Acho interessante. Quando surgiram os primeiros comentários sobre o Inner Circle norueguês muita gente achou o máximo. Porque é aqui no Brasil não pode? É uma chupação? E daí? Organizar-se em entidades, clubes ou círculos é uma forma de fortalecer algo que se quer defender. O grande ponto reside no que se está defendendo. Já ouvi falar desse Southern Inner Circle, mas a mim não acrescenta nada. As pessoas envolvidas na cena extrema brasileira têm que entender que o diferencial de Hitler para outros ditadores foi a sua propaganda eficaz. Toda essa ladainha de guerra do sul contra o nordeste somente faz sentido para quem lhe dá crédito e é a arma dos caluniadores, difamadores, separatistas ou NS. Não lhe dêem atenção e eles se afundarão em seus próprios sonhos megalomaníacos.
SDZ: Bem, grande aliado, finalizo esta entrevista agradecendo sinceramente por todo o apoio que a horda Shedim tem direcionado ao meu trabalho nestes anos conturbados. Deixo o espaço livre para você expor sua mensagem ao leitores do Satanic Destruction Zine. Hail Satan!!
J. Rufino: Somos nós quem agradecemos pelo espaço e pelo apoio. Não levantamos nenhuma bandeira alheia, seja NS, separatismos, regionalismos ou qualquer “ismo” que porventura venha a ser criado. Defendemos aquilo o que acreditamos e aqueles que nos apóiam e é só. Desde já, fica a certeza de que continuaremos a trilhar nossos próprios caminhos. Salve Satanic Destruction! Salve hordas extremas do Brasil!
Entrevista Blackmass

SDZ: Saudações guerreiro! Queria iniciar esta entrevista lhe pedindo para nos apresentar o histórico da Blackmass, que apesar de ser bem nova já possui uma carreira bem produtiva.
Magus Dux Adramelech: A Blackmass foi idealizada em 2001 por Lord Aeshma, para ser uma horda que mesclasse técnica e brutalidade. Entretanto só a partir de 2002 quando Adramelech se tornou um membro definitivo é que a horda pôs-se a funcionar. Logo gravamos um Demo CD “Diabolical Ritual” no qual Aeshma tocou os instrumentos de corda e Adramelech fez os vocais e bateria (teclados na intro). Após um curto período de tempo Verberibus Necare tornou-se o baterista da horda e estreou no EP “Episcolum, Servo Servorum Satanii” em 2003. Em 2005 lançamos o CD “Gloria Diaboli” no Brasil, e o licenciamento do mesmo mundialmente em 2006.
SDZ: Fale um pouco sobre o passado dos membros da horda, vocês já participaram de alguma outra horda antes de formarem Blackmass?
M. D. Adramelech: Lord Aeshma já tocara em outras bandas, porém irrelevantes, e Verberibus e eu tivemos a Blackmass como nossa primeira horda.
SDZ: Como você definiria a ideologia da horda e suas influências musicais e nos estudos das artes ocultas?
M. D. Adramelech: Satanismo! Nós fazemos o que achamos melhor em termos musicais, algo que nos agrade, portanto não temos um direcionamento musical pautado sobre alguma outra banda. Tais questões sobre artes ocultas devem ser guardadas somente aos participantes, e o segredo acerca das mesmas torna ainda mais envolvente o aspecto da horda em si.
SDZ: Qual a posição da horda Blackmass perante o negro underground de nosso país? Destaque os atuais pontos positivos e negativos existentes em nossa cena.
M. D. Adramelech: Há uma boa cena, pessoas atuantes que tentam engrandecer o trabalho, porém falta ainda profissionalismo, para que as situações no underground venham a ser bem estabelecidas e consolidadas de forma a atender as necessidades das pessoas envolvidas.
SDZ: Vocês possuem 2 Cd-demos lançados nesses 5 anos de estrada. O que você achou dos resultados que obtiveram com estes trabalhos?
M. D. Adramelech: Foram ótimos trabalhos, na época em que foram gravados eram o melhor que tínhamos em mãos, que nos proporcionaram várias alternativas de escolha e consolidação do nome da horda no cenário musical.
SDZ: Estes trabalhos ainda estão sendo divulgados? Como podem ser adquiridos?
M. D. Adramelech: Devido ao tempo transcorrido desde o lançamento deles e que foram feitas cópias limitadas, esses mesmos já não são fáceis de se encontrar, quase não há mais cópias disponíveis no mercado.
SDZ: Depois de 5 anos de muita batalha a horda Blackmass lança o seu Debut Cd pela Blasphemy Prod. Você poderia apresentar aos reais guerreiros esse grandioso trabalho?
M. D. Adramelech: Esse álbum mostra várias facetas da horda que não foram exploradas nas Demos, nele as 9 músicas contidas apresentam pontos específicos que deram a forma base de compor da horda, além do que, demostra uma evolução natural da banda em compor.
SDZ: Blackmass é uma horda relativamente nova, mas que já lançou 2 Cd´s-demo e o Debut por um selo considerável na cena nacional. A que se deve essa curta trajetória que vem sendo marcada por sucessivas vitórias?
M. D. Adramelech: O profissionalismo é a palavra chave. A horda deve ser tratada como se fosse uma empresa (o que é fato), portanto deve-se respeitar o público lançando material de boa qualidade tanto sonora quanto gráfica. E se dedicar ao máximo a cada nova investida. Hoje estamos também trabalhando com a gravadora Sinister Sounds do Canadá o cd Gloria Diaboli foi lançado por este selo mundialmente, isto mostra o trabalho que estamos fazendo
SDZ: Uma das qualidades que notei no recente contato que tive com a horda Blackmass é o profissionalismo com que vocês se dedicam à horda. Tudo vem sendo feito com profissionalismo e essa palavra até pouco tempo era difícil de ser encontra na cena underground. Você acha que o futuro do underground está diretamente ligada ao profissionalismo que tem que existir para que todas as barreiras sejam ultrapassadas? O profissionalismo, em sua opinião, tem que existir no underground?
M. D. Adramelech: Certamente, o profissionalismo já era um pré-requisito a todas as atividades e meios sociais, e não será (e/ou seria) diferente com o dito underground. Há que se acompanhar os novos moldes. O público consumidor passa agora exigir o profissionalismo nos álbuns, shows e em qualquer material da horda. Esse é o caminho para que as bandas sejam reconhecidas e vistas como trabalho, o que muitas vezes não ocorre no Brasil em relação à Europa.
SDZ: Outro resultado do profissionalismo da Blackmass pode ser conferido no web site recém inaugurado. Posso garantir que é muito bem caprichado, com todos os detalhes da horda, com seção de downloads e destaco principalmente a preocupação que vocês tiveram com a impressa, pois está lá disponível todo o material promocional necessário para facilitar o trabalho da impressa underground. Como foi elaborado o web site? Vocês participaram diretamente da criação? Quais os resultados que vocês visam alcançar com ele?
M. D. Adramelech: Primeiro o website foi elaborado com o temática do álbum “Gloria Diaboli”, entretanto o nosso webmaster teve liberdade para criá-lo, seguindo apenas alguns apontamentos nossos. Os resultados já estão aí: Pessoas que acessam e conseguem ver a trajetória da banda, comprar material via loja virtual, conseguem escutar trechos do nosso trabalho, e principalmente a mídia e interessados ganham agilidade de informações ao nosso respeito.
SDZ: Tenho visto que a cena hoje está bem mais profissional, mas tenho visto que isso tem mudado um pouco o conceito de underground principalmente no Black metal. Hordas hoje que surgem bem profissionais mas que não tem nenhum compromisso com o real Black Metal e sua ideologia. O que isso pode acarretar para o Metal Negro em si? Na sua opinião estamos em um momento transitório na cena underground?
M. D. Adramelech: Primeiro a idéia de underground no Brasil é completamente distorcida da ideologia encontrada em outros países. Segundo o cenário tem que se adaptar para realmente ser um ponto de referencia do extremo, veja: Não é porque uma banda lança um álbum bem gravado, bem estruturado graficamente e que comece a trabalhar exclusivamente para a horda, tendo essa como sua real profissão ela deixará de ser underground, já que o underground é a reunião do que há de mais extremo de conceitos musicais e de ideologias, portanto o profissionalismo não afeta de modo algum a cena dita underground. Evidente que cada caso é diferente e que há várias discrepâncias ideológicas e sonoras, no entanto isso é uma questão pessoal e que não tem nenhum vínculo com o profissionalismo no meio underground.
SDZ: O que você poderia nos falar sobre a atual cena Black Metal do estado do Paraná? Alguma horda nova que você nos destacaria?
M. D. Adramelech: O nosso estado sempre foi bem estruturado e com ótimas bandas e a cada dia surgem novas hordas de alta qualidade. Preferimos não citar nenhum nome a fim de não cometer equívocos e atrelar pré-conceitos sobre qualquer horda.
SDZ: O que você poderia nos falar especificamente sobre essas duas hordas tradicionais no Black Metal nacional e que são do mesmo estado de vocês: Murder Rape e Amen Corner?
M. D. Adramelech: São duas hordas de grande importância, que ganharão o devido espaço e desempenham os seus propósitos ideológicos em suas músicas.
SDZ: Em uma matéria para a Roadie Crew (Roadie Profile) o Zhema do Vulcano citou a Blackmass como uma das bandas que ele chamaria para um festival. O que você achou disso? Qual o seu relacionamento com os guerreiros da Vulcano? Fale sobre a importância dessa banda para o Black Metal nacional...
M. D. Adramelech: Evidentemente nós ficamos contentes com a citação. Nós participamos de um evento junto com o Vulcano, desde então temos um grande relacionamento com o pessoal do Vulcano, principalmente com o Zhema e o VX. Essa é uma horda que dispensa comentários, já que iniciou em conjunto com outras bandas a era extrema do nosso metal.
SDZ: Posso parecer apresado, mas levando em consideração o ritmo que vocês trabalham quais os planos para o lançamento do segundo trabalho? Vocês possuem contrato com a Blasphemy Prod. para o próximo lançamento ou irão procurar um novo selo para montar uma parceria?
M. D. Adramelech: Primeiro nosso contrato com a Blasphemy Prod. vinculava apenas o lançamento de 1 álbum no caso o “Gloria Diaboli” e achamos complicado permanecer na Blasphemy visto as dificuldades da mesma em trabalhar com o material em termos nacionais e mundiais, entretanto dentro das suas inumeráveis dificuldades a Basphemy está tentando fazer o melhor que pode para divulgar o “Gloria Diaboli”. Nós estamos com vários contatos e propostas de gravadoras, mas nada definitivo, pois, estamos esperando uma melhor definição dessas propostas para podermos analisá-las. Nós já estamos trabalhando no próximo álbum que deve ser lançado no primeiro semestre de 2007 que trará músicas mais rápidas e técnicas que o “Gloria Diaboli”.
SDZ: Guerreiro, agradeço sinceramente pela entrevista e desejo-lhes forças na negra batalha que a Blackmass irá trilhar daqui por diante. Você possui o espaço livre para expressar uma última mensagem aos nossos leitores.
M. D. Adramelech: Obrigado pelo espaço e apoio! Confiram o “Gloria Diaboli” e aguardem os nossos novos trabalhos.
http://www.purevolume.com/blackmass
Entrevista Malkuth

Por George Ederson
SDZ: Saudações Nekrodaemon!! Inicio esta entrevista solicitando uma análise de todos estes anos de batalha que a horda Malkuth vem trilhando pelo verdadeiro underground de nosso país.
Nekrodaemon: Saudações, caro amigo George Éderson e hereges leitores do Satanic Destruction Zine!! O Malkuth está em atividade há 12 anos, ininterruptamente, apesar das dificuldades cada vez maiores em praticar música extrema em nosso país... Nesta ainda breve carreira, tocamos em todo o Nordeste brasileiro (exceto o Maranhão) e em SP, em celebrações realmente fudidas ao lado de ícones como Mystifier, Murder Rape, Incantation e Rotting Christ, entre dezenas de outras bandas fudidas; Lançamos 5 álbuns relevantes para a cena, além de 3 DT´s, um EP e 4 coletâneas em CD, sendo 2 estrangeiras; Estamos constantemente sendo solicitados para matérias em zines, o que muito nos orgulha, pois os zines são a base de todo o Underground; Devo dizer que isto é apenas o começo, há muito ainda por vir!!
SDZ: Considero a horda Malkuth uma das mais produtivas do Brasil, já tendo 5 trabalhos oficiais, além de DT´s, Promo, EP e diversas coletâneas em tape e CD. A que se deve toda essa produção? E quanto aos resultados, foram satisfatórios?
Nekrodaemon: Estamos sempre ensaiando e compondo, pois isto é o que mais gostamos de fazer; Tivemos oportunidades para lançar nossas músicas em vários formatos (DT, EP, coletâneas e CD) e aproveitamos, isto sem nunca ter o apoio de um selo de porte, e justamente por este motivo é que os resultados poderiam ter sido melhores, mas não nos queixamos. Ainda não tivemos oportunidade de licenciar nossos CD´s para fora, nem de fazer uma turnê pelo Brasil, coisas que, com o suporte de um selo digno, esperamos conquistar em breve.
SDZ: O Malkuth se encontra em fase de pré-lançamento de seu 5º trabalho. O que você pode nos adiantar sobre mais esse opus? O nome foi realmente definido como “Nekro Kult Khaos”? Quantos hinos terá?
Nekrodaemon: “Nekro Kult Khaos” tem a melhor produção gráfica e sonora dentre todos os nossos lançamentos, e deverá estar disponível quando os leitores estiverem com este zine
SDZ: Todos os trabalhos do Malkuth possuem um espírito e uma identidade diferente, o que podemos esperar desse novo trabalho?
Nekrodaemon: Totalmente diferente de tudo que já gravamos, mas com nossa característica peculiar sempre presente; É o material mais agressivo que já fizemos, que deixará muitos de queixo caído, apreciadores ou não de nossa música. O instrumental está mais refinado, e com este álbum celebramos a volta de Nightfall aos vocais, o que não acontecia desde o nosso debut-CD. Os teclados estão mais discretos, porém totalmente fúnebres... Tudo neste novo CD transpira ódio, maldade e caos.
SDZ: Os últimos 2 trabalhos “Destroying the Symbols of Lies” e “Fourth Empire” foram lançados pelo seu próprio selo. “Nekro Kult Khaos” também seguirá esta fórmula ou terá um novo suporte? Qual o selo que trabalhará com vocês nesse novo álbum?
Nekrodaemon: Desta vez lançaremos pela Skull Records, de Natal (RN), que deverá dar um suporte melhor em termos de divulgação e distribuição, principalmente fora do país, dificuldades estas que enfrentamos quando lançamos por nossa conta os 2 anteriores.
SDZ: Qual a temática abordada nesse novo opus?
Nekrodaemon: Este é um álbum conceitual sobre o “Necronomicon”, cujas letras encontram-se em seqüência no encarte, mas por razões estratégicas, a ordem das músicas é diferente no CD.
SDZ: Mudanças na formação tem sido uma constante na trajetória de muitas hordas no cenário nacional e com o Malkuth não é diferente, pois vocês já se encontram com novidades em sua formação. A que se devem essas mudanças e como anda a line-up da horda atualmente?
Nekrodaemon: Nunca encontramos membros dispostos a dar o sangue pela banda, como o fazem os membros fundadores (Ashtaroth, guitarra e Nightfall, vocais) e eu (Nekrodaemon, baixo e teclados desde julho/97)... Por este motivo, passamos bastante tempo como um trio, pois não tínhamos mais saco para ficar testando novos membros a todo instante. Achávamos que com a entrada de Protheus (bateria) em
SDZ: Ouvi boatos que Magus Azoth (ex-Cantus Infame) iria integrar o Malkuth, havendo até participado de alguns ensaios, isso seria verdade?
Nekrodaemon: Sim, o Magus Azoth chegou a fazer alguns ensaios conosco logo após a saída de Protheus, mas por motivos de trabalho não pôde seguir conosco, pois ele mora a 3 horas de distância daqui de Recife, onde ensaiamos.
SDZ: Como tem funcionado o esquema de composição da horda levando em consideração tantas mudanças? O núcleo criador tem se mantido intacto?
Nekrodaemon: As composições deste novo CD foram todas de autoria minha e do guitarrista Ashtaroth, e atualmente os novos membros tem contribuído com composições próprias.
SDZ: O que você pode nos adiantar sobre o 7” EP que vocês lançarão pelo selo Christfucker contendo algumas músicas de ensaio? Quando será lançado e qual o esquema em torno deste lançamento?
Nekrodaemon: Não me arrisco a dizer se este EP será realmente lançado algum dia, pois era para ter saído desde o início de 2005; Este lançamento é de total responsabilidade do selo Holokaostor Records (ex-Christfucker), de nosso amigo Strigoi, e só nos resta aguardar, pois a nossa parte já cumprimos. Conterá 2 das novas canções gravadas ao vivo em um ensaio muito bem equipado.
SDZ: Há pouco tempo foi lançado um tributo brasileiro ao Rotting Christ denominado “An Evil Existence for Rotting Christ” no qual o Malkuth participa com a faixa “Feast of the Grand Whore”. Como você analisa o resultado final deste trabalho, e em sua opinião qual a importância do Rotting Christ no underground mundial?
Nekrodaemon: Pessoas despreparadas tomaram a frente deste projeto, antes do Adriano “Dio” assumir o comando e finalmente lançar, no final de 2004, quatro anos após termos entregue a nossa faixa. Após tanto tempo, as informações do encarte ficaram defasadas, assim como a biografia da banda... Mesmo assim considero um lançamento importante, uma bonita homenagem a uma banda que um dia foi uma das melhores do mundo, e com quem tivemos a honra de dividir o palco em condições equivalentes, em 1998.
SDZ: Existe algo planejado para uma turnê do Malkuth em outras regiões do país? Você acha que ainda está complicado para as hordas nordestinas tocarem em outros estados fora de nossa região devido aos custos? Como isso poderá ser modificado?
Nekrodaemon: Existem vários obstáculos, sendo os dois principais que alguns dos membros trabalham e não estão disponíveis o ano inteiro para excursionar, e o principal é que não podemos e não queremos bancar uma tour do próprio bolso, como tantas bandas fazem; Teria que ser um esquema de fazermos 3 shows em seqüência (sexta/sábado/domingo) durante um mês, e termos em mãos com antecedência as passagens ida-volta e uma ajuda de custo, o que é bastante difícil, pois não fechamos contratos “de boca”... É uma pena, pois sabemos que temos potencial para arrebentar em cima dos palcos de todo o Brasil, e desejamos muito isso, mas até agora não apareceu um produtor disposto a arriscar.
SDZ: Vocês tocaram aqui em Fortaleza em uma apresentação muito elogiada pelos guerreiros. Como você avalia a situação da cena nordestina atualmente? Estamos evoluindo ou tem regredido um pouco nos últimos anos?
Nekrodaemon: Em algumas cidades como Natal (RN), Campina Grande (PB) e Fortaleza (CE) a cena tem evoluído bastante, com o surgimento de muitas bandas competentes e com shows de qualidade acontecendo regularmente, graças a pessoas que tomaram a iniciativa e organizaram eventos dignos, com boa infra-estrutura para bandas e público, com respeito às bandas participantes e sem a ganância de querer lucrar o máximo investindo o mínimo.
SDZ: A cena de Pernambuco tem andado um pouco adormecida nos últimos anos. O que anda acontecendo em seu estado ultimamente? Como anda a cena Black Metal e quais as hordas que tem se sobressaído em sua opinião?
Nekrodaemon: Aqui em Pernambuco a situação é exatamente contrária à que descrevi na questão anterior: produtores gananciosos em sua maioria, sem respeitar estilos, fazendo eventos com péssima aparelhagem sonora, bandas de fora arcando com as despesas de deslocamento, rivalidade entre bandas, etc... Por este motivo é que as coisas aqui estão totalmente paradas desde
SDZ: Como anda a divulgação do Malkuth fora do país?
Nekrodaemon: O lançamento de uma coletânea em CD pelo selo eslovaco Metal Age serviu para nos colocar em evidência no exterior, pois foram lançadas 10.000 cópias, juntamente com uma revista. Além disso, alguns selos de nossa confiança, como Pazuzu e Evil Horde entre outros, tem mandado muitos CD´s nossos para a Europa. Creio que a Skull Records vai se esmerar particularmente nesse aspecto, e quem sabe, conseguir um licenciamento de nosso novo CD para algum selo estrangeiro.
SDZ: Para finalizar... Onde é produzido o melhor Black Metal do mundo nos últimos anos?
Nekrodaemon: No Brasil, é claro!! Apesar de não termos as facilidades de certos países da Europa, nossas bandas são muito mais verdadeiras e extremas do que as de lá, pois enfrentamos todo tipo de obstáculos para fazer uma música extrema e anti-cristã, e ainda assim triunfamos. Hail Brasil!!
SDZ: Bem, nobre guerreiro, agradeço pela entrevista e pelo apoio ao Satanic Destruction Zine. Que nossa aliança continue a proporcionar muitas glórias ao verdadeiro Black Metal de nosso país. Espero encontrá-lo por aqui nos próximos meses. Deixo o espaço aberto para que você exponha sua últimas mensagens aos nossos leitores... Hail Satan!!!
Nekrodaemon: É uma satisfação participar deste nobre artefato, que está nas mãos da elite do Black Metal brasileiro (vocês, leitores)... Esperamos que gostem do “Nekro Kult Khaos” e nos dêem uma força adquirindo o CD, pois essa é a maneira de apoiar as bandas que achamos dignas: adquirindo o material e prestigiando os shows.
Entrevista Eternal Malediction

Por George Ederson
SDZ: Saudações Rafael! Quando vocês começaram com formar a banda em meados de 1998 tocavam Speed Heavy Metal, um estilo totalmente diferente do que vocês tocam atualmente. Além disso, a banda se chamava Etherealand. Qual o motivo na mudança do nome e no direcionamento musical? Qual era a proposta inicial?
Rafael – Desde o início a nossa proposta era fazer a mistura do som extremo com partes mais melódicas, limpas, sem ficarmos presos a rótulos ou seguimentos para limitar a nossa música, mas quando começamos a banda diria que não tínhamos uma clareza de como fazer esta junção. Quando o Heverton se juntou a nós, em 99, entramos em um novo ciclo, com um novo nome, mais maduros e conscientes de como fazer a nossa música.
SDZ: Queria que você fizesse um comentário sobre os resultados obtidos com os dois primeiros trabalhos, a DT “No Mercy of Christian Souls” e o MCD “Funeral in Normandia”.
Rafael – Em “No Mercy...” foi o início, nenhuma experiência com gravações, tudo feito de forma bem precária, mas com confiança nas músicas que estavam sendo gravadas. Os resultados da demo nos surpreendeu, as resenhas foram excelentes, tivemos uma grande quantidade de shows e a aceitação do público foi ótima. Em “FIN”, tínhamos um novo membro, R.Lopes (que havia entrado logo no segundo show de divulgação da demo), um pouco mais de experiência dentro de um estúdio de gravação, uma arte gráfica feita por um designer (Beto Martins), músicas mais extremas e trabalhadas. Mais uma vez os resultados foram excelentes, divulgação, resenhas, aceitação do público e o ápice com o convite para abrir para o Behemoth, em dezembro de 2004. Estes materiais são grandes alicerces para onde estamos hoje.
SDZ: A Eternal Malediction evoluiu bastante da DT “No Mercy For Christian Souls” até o “Funeral in Normandia” e deste até Debut. Em sua opinião em quais pontos a horda evoluiu mais?
Rafael – Estamos mais velhos (risos), acho que a idade nos apontou os caminhos por onde deveríamos seguir, acredito que tudo evoluiu, as letras, as músicas, principalmente no que se refere à parte técnica, este é o curso natural de quando trabalhamos com dedicação e profissionalismo.
Heverton – Acho que outra coisa que vem acompanhada da idade é a ampliação dos gostos musicais de cada um e com isso novas inspirações surgem, trazendo ainda mais variação à nossas composições.
SDZ: Agora depois de um tempo do lançamento de “Funeral in Normandia”, qual a repercussão desse trabalho perante o negro underground mundial? Você acha que este trabalho foi o que definiu o estilo criado pela Eternal Malediction?
Rafael – “FIN” foi sem dúvida um marco para nós, ficamos satisfeitos com os resultados obtidos, como disse, a recepção para este trabalho foi excepcional, tivemos a oportunidade de tocar fora do estado de São Paulo, abrir para uma banda gringa, entre outras conquistas.
Heverton – Se você ouvir com calma, perceberá que o estilo foi definido desde nossa demo-tape, o que houve foi a já citada evolução tanto no “FIN” como no debut.
SDZ: Notasse alguns elementos eletrônicos industriais em alguns sons de “Funeral in Normandia”, além de experimentalismo no vocal. O que significa esses sons? Existe alguma influência direta de música eletrônica de algum dos membros do Eternal Malediction? Esses elementos farão parte dos futuros trabalhos da horda?
Rafael – Eu não diria elementos eletrônicos ou industriais, quando estamos em estúdio procuramos desfrutar de tudo aquilo que ele nos proporciona, seja a timbragem de um instrumento ou efeitos sonoros para enriquecer a nossa música. Não temos influências de música eletrônica. A nossa arte não segue padrões ou limites.
Heverton - Posso lhe afirmar que não temos discriminação com estilos eletrônicos, mas também sabemos separar as coisas e no momento não sentimos necessidades de usar tal artifício. Como o Rafael falou, nós apenas utilizamos a tecnologia para enriquecer detalhes, algo que na verdade, vem sendo comumente usado por diversas bandas, inclusive as extremas.
SDZ: Atualmente vocês estão divulgando o recém lançado Debut Cd “Endeavour Though Throns”, como rolou todo o processo de composição desse trabalho? Quais as temáticas abordadas? Comente sobre a concepção da capa e arte gráfica deste trabalho...
Rafael – “Endeavour Through Thorns” foi muito árduo. Começamos os trabalhos nas composições em 2004, quando gravamos uma primeira pré-produção. Em janeiro de 2005 entramos em estúdio e lá ficamos até maio. As gravações rolavam durante a semana e muitos arranjos e melodias foram criados na hora, o que deixou o disco bem orgânico. Quando fomos mixar, infelizmente não poderíamos fazer no “Ancient Valley´s Tower” (onde gravamos), devido a problemas de agenda. Ficamos entre junho e julho pensando onde mixar e em agosto realizamos este trabalho no estúdio Casa Negra. Masterizamos no Instituto de Áudio e Vídeo,
Sobre as temáticas, são várias e preferimos deixar os ouvintes interpretarem a sua maneira.
A arte gráfica é um reflexo do nome do disco e das músicas, é difícil explicar já que deixamos o Beto Martins (autor das ilustrações e arte do cd) e Robson Piccin (autor do splipcase), livres para fazerem como acharem melhor, demos nossas opiniões, mas não interferimos na essência.
Heverton – Mas só para dar uma dica, a figura feminina que você vê na arte, tem ligação com a música “Burning Inside the Purity”.
SDZ: Vocês assinaram com a Force Majeure Records para o lançamento do Debut Cd “Endeavour Though Throns”. Quais as expectativas com essa parceria? Como se desenrolou a negociação?
Rafael – O Rodrigo, dono do selo, já nos conhecia, enviamos para ele um promo com cinco músicas e surgiu o interesse. Na verdade foi tudo muito simples, sem complicações. A parceria tem sido excelente, e os resultados estão aparecendo. Estamos muito satisfeitos com o trabalho da Force Majeure.
SDZ: Vocês mais uma vez trabalharam no estúdio Ancient Valley´s Tower (Spell Forest, Mythological Cold Towers, entre outros), e essa parceria vem dando ótimos resultados, tanto no “Funeral in Normandia”, tanto no Debut. E desse estúdio vem sendo produzidos grandes opus com uma qualidade impressionante, em sua opinião a que se deve isso? Vocês pretendem trabalhar novamente neste estúdio? Qual a equipe que participou da gravação/produção do álbum?
Rafael – Profissionalismo e nada mais. Os caras do “AVT” são totalmente conscientes do que é necessário para se gravar um bom disco, os equipamentos, tudo... Não existe medo em arriscar e investir no trabalho deles. Não sei se trabalharemos com eles novamente, o Casa Negra se mostrou um estúdio eficiente na mixagem do disco e talvez algumas coisas sejam feitas lá.
Para gravação do “Endeavour Through Thorns”, Hamon (baterista do Mythological Cold Towers), nos auxiliou muito, em todo processo e o Lord Mephyr (Spell Forest), fez uma participação pequena em uma música.
SDZ: A Eternal Malediction sempre divulgou seus trabalhos nas chamadas “revistas especializadas” que abrange um público muito grande em todo o país, mas que não é necessariamente o público que compra zines e freqüentam os festivais underground de Metal Extremo. Como vocês dividem o esquema de divulgação entre zines e revistas? Qual a que vocês tem direcionado maior importância para a divulgação do Debut Cd?
Rafael – Agora que estamos com um contrato, quem decide os caminhos da divulgação é o selo Force Majeure, mas não deixamos de apoiar aqueles que nos deram espaço na época da demo e do mcd. Não damos maior importância para este ou aquele veículo de informação relacionado ao Heavy Metal, achamos que zines, webzines, revistas, são importantes para as bandas divulgarem seus trabalhos e para cena fortalecer.
SDZ: Notei que vocês são uma das hordas que mais se apresentam ao vivo atualmente, pois são muitos os eventos underground que vocês participam, além disso tem as participações em grandes eventos, como a abertura para o Behemoth e Deicide. Como tem sido essas apresentações? Qual a que você destacaria como a melhor e a pior apresentação de vocês a até o momento?
Rafael – Cada show tem seu momento. A abertura para o Deicide foi especial porque estávamos há um ano sem fazer shows devido à gravação do debut e o pior é aquele em que você sobe no palco e toca para pessoas que não estão nem ai para sua música e se dizem apoiadores da cena nacional, são meros hipócritas.
Heverton - Na verdade, não temos mais feito muitos shows como antes. Não porque não queremos, ou viramos estrelinhas, como alguns podem achar, mas por termos notado que ao longo dos anos já fizemos muitos shows com condições precárias e que com isso não conseguimos passar uma boa impressão de nosso trabalho. Há muitas pessoas com boa vontade para organizar eventos, mas sem a menor estrutura, e nisso todos perdem, pois bandas fazem shows ruins, o público se vê descontente com tais shows e organizadores se queimam com bandas e públicos.
SDZ: Quais os planos para uma possível turnê pelo país para divulgar o Debut Cd? Existe algo acertado ou em planejamento? O Nordeste estará no roteiro?
Rafael – Estamos tentando fechar algumas datas para o segundo semestre, juntamente com a Force Majeure, mas existem as dificuldades financeiras e de transporte, o Brasil é um país imenso. Temos muita vontade de tocar no Norte/Nordeste do país, já ouvimos coisas fantásticas sobre shows por ai!
Heverton – É como acabei de citar acima, existe muita vontade, de todas as partes, mas nem sempre estrutura para as coisas acontecerem.
SDZ: Atualmente vocês estão sem um site oficial no ar, apenas com um provisório que conta com 2 sons do debut para Download. Quando vocês pretendem disponibilizar um site oficial? O que vocês esperam desse meio de comunicação?
Rafael – O site já está no ar, para acessar: www.eternal-malediction.com. Esperamos uma maior interatividade com o público brasileiro e internacional, é uma excelente ferramenta de divulgação.
Heverton – Lembrando que o site foi desenvolvido por Gustavo Sazez que é um conhecido designer de diversos sites e layouts de diversas bandas de nossa cena. A página vem com muitas coisas tais como: News, MP3, wallpapers, perfil dos músicos, fotos, release e biografia, etc. Visitem e confiram por si.
SDZ: Qual a posição da horda com relação ao uso do Corpse-Paint, pois vejo que inicialmente vocês não usavam, mas atualmente estão utilizando nas apresentações. Todos atualmente utilizam corpse-paint ou fica a critério de cada integrante?
Rafael – Não chamaria de corpse-paint, afinal não somos uma banda de black metal e respeitamos isto dentro desta arte. O que estamos fazendo é trazer um pouco mais o aspecto visual para o palco, fazendo uma extensão das nossas músicas e letras, deixando o show mais obscuro e negro!
Heverton – Antigamente eu era o único a fazê-lo, mas hoje todos nós enxergamos a importância de trazer uma imagem para os músicos e também um apelo visual para a banda
SDZ: A Eternal Malediction é uma das hordas nacionais que possuem trabalhos com qualidades suficientes para superar muitas hordas européias, e esse nível de qualidade tem aumentado muito nos últimos anos, mas ainda se encontra muita dificuldade para exportar estes trabalhos, ficando quase sempre restrito ao nosso continente, com exceção das poucas cópias que saem do país. O que poderia ser feito para que haja uma melhor divulgação de nossas hordas no exterior? Você acha que esta deficiência permanecerá por muito tempo ou já está caminhando para uma solução?
Rafael – Acho que a barreira está sendo quebrada, os últimos lançamentos nacionais estão com uma preocupação profissional muito maior, o mais complicado é a concorrência econômica, devido à força da moeda européia eles acabam tendo um acesso maior a bons equipamentos, chegando para nós brasileiros, por um valor quatro ou cinco vezes maiores do que é vendido por lá!
Heverton – Agradeço aos elogios! Concordo com o Rafael em dizer que a barreira está sendo quebrada, mas acho que a primeira coisa que muitas bandas deveriam fazer é procurar melhorar o nível de produção de seus trabalhos para que os gringos enxerguem o metal nacional de um outro modo, com uma cara mais profissional. Sei que pelas mesmas condições que o Rafael citou, as coisas não são tão fáceis, mas é preciso trabalhar muito e ser organizado e persistente. Alcançar um nível melhor para seu trabalho exigi muito de uma banda, mas se uma pequena parcela começar a se preocupar com isso, com muito esforço chegarão a um resultado melhor, e aos poucos seremos mais bem aceitos lá fora.
SDZ: Rafael, agradeço pela entrevista e amizade ao Satanic Destruction Zine. Desejo-lhes força na batalha de divulgação de seu grandioso Debut, e espero vê-los por aqui
Rafael – Nós quem agradecemos a oportunidade e espaço cedido ao Eternal Malediction, força ao Satanic Destruction zine e aos leitores que se interessarem pelo nosso trabalho, por favor, entrem em contato. Site: www.eternal-malediction.com e contact@eternal-malediction.com. Obrigado, Satan “bless” You!!!
Heverton – Façam parte também da comunidade da banda no orkut, opinem e conversem diretamente conosco por meio deste.





