Para quem ainda acha que existe algo de valor nessa moda Thrash Metal que assola o Brasil. Essas são duas referencias dessa “nova safra Thrash Metal oitentista” (há, há, há!!) no Brasil. Contam com uma grande quantidade de seguidores em suas redes sociais, e contam com um certo apoio de bandas de Death e Black Metal. Vejam a posição do mesmo quanto ao Metal Negro, e sua visão sobre o combate ao cristianismo:
Parte 1:
Parte 2:
Temos que acabar com esse tipo de banda! Boicotar mesmo essa corja modista sem um pingo de ideologia sequer, que fazem do underground um salão de festa. A visão desses caras sobre o Black Metal é ridicula. Boicote total aos vermes modistas!!!
Resenhar um material, seja ele CD´s, DVD´s, Zines, etc, dificilmente será um ato imparcial, onde o individuo irá mostrar somente uma posição “técnica” do que vem a ser esse material. Sempre irá existir um vestígio de sentimento, seja ele de admiração ou repulsa. Por isso considero que uma senha sempre será pessoal. Dessa forma dificilmente eu estaria fazendo uma resenha desse CD sem expressar o meu respeito e admiração por esse glorioso opus maligno.
“Kaim 666” é um trabalho que vem em uma época em que resgatar o passado para alguns é o meio mais simples de “adquirir” o público fácil e descartável que predomina o negro underground. Hoje, para alguns, tocar um Metal Oitentista é buscar recursos da moda vigente, no caso o Thrash Metal.
Nesse caso temos uma verdadeira expressão de espírito oitentista, mesclando o Verdadeiro Heavy Metal Tradicional com o negro sentimento do Metal Negro. Um trabalho grandioso. Muito foda escutar um perfeito Heavy Metal com uma temática e aura negra. Heavy Metal Satanico!! Impossível destacar um som apenas. Esse opus merece respeito igualmente pela inovação. Muito fudido mesmo! Hail!
Quando o Cavalo Bathory saiu do Mausoleum, notei um certo buraco nesta horda, pois esse vocalista tinha um poder enorme frente a essa que era até então uma das hordas mais gloriosas do negro underground nacional. Algum tempo depois soube que o mesmo estava integrando a Amazarak, que para mim era ainda desconhecida, pois a mesma já possuía uma demo lançada em 2001 chamada “Officinarum”. Em 2005 saiu a “Comando Blasfêmia”, voltado diretamente ao Thrash Metal, essa demo ganhou grandes proporções no underground nacional, principalmente por o mesmo está passando por uma onda oitentista que para muitos foi vista por uma moda gerada pelo retorno de grandes nomes do estilo que haviam abandonado suas atividades.
Ao final de 2009 sai o “tão aguardado” Debut CD, denominado “Ascensão do Anticristo”. Totalmente voltado ao Thrash Metal oitentista, esse trabalho feio para firmar ainda mais o nome Amazarak para os apreciadores do metal saudosista, onde não existe nada de novo, mas mesmo assim ainda torna a sonoridade atrativa. “Sob o Sinal de Lúcifer” talvez seja a faixa mais Black Metal desse CD, que possui uma sonoridade bastante trabalhada, mas que deixa as letras meio que de lado. Títulos como “Lendários Batedores de Cabeça” é pelo menos bizarro, e uma letra que versa: “Somos os lendários batedores de cabeça e no inferno iremos atacar!”...
Grande trabalho para quem gosta de reviver o que foi feito por grandes nomes do Thrash Metal dos 80´s.
Um dos melhores Split´s de 2009! A horda americana Leviathan já é bem conhecida no underground mundial possuindo muitos trabalhos lançados, sendo eles 15 (quinze) demos, 4 (quatro) Full Length, 3 (três) coletâneas, 2 (dois) EP´s e com esse 7 (sete) Splits, ou seja, uma discografia bem intensa para essa One-Man-Band formada por Wrest em São Francisco, California em 1998. A grega Acherontas foi formada em 2007 e possui somente um trabalho lançado, “Tat Tvam Asi (Universal Omniscience)” de 2007 e esse é o seu segundo Split; uma horda relativamente nova mas que possui membros com bastante experiência tendo em vista os seus trabalhos anteriores e paralelos.
Leviathan aos poucos tem moldado o seu Metal Negro na vertente mais depressiva, mas ainda com muitos momentos de velocidade e ira expressados em hinos como “To A Grotesque of Swollen Flesh” e “Secret Skulls”, que alias, possui uma produção diferente das faixas restantes do Split.
Apesar de apreciar bastante o negro underground grego não lembro de ter escutado Acherontas antes desse opus, o que tornou desse uma grata surpresa, pois trata-se de uma horda com uma sonoridade exemplar, tradicional oculta. Após uma pela introdução ao piano, chamada “Tymvos”, o que se segue são verdadeiros hinos de combate a praga cristã. “Velvet Aurora” com uma seqüência de riffs marcantes, seguida pela longa “Kornugia”, que para mim é o destaque geral desse opus, grandes riffs, ótima variação e um clima negro intenso. A outro “Silentio Est Aurum” encerra essa grande obra de glorificação à obscuridade.
Aprecio bastante os velhos trabalhos do Rotting Christ, mas não sou daqueles admiradores que fecham os olhos para o que a banda tem feitos atualmente. Não é de agora que eu falo que Rotting Christ visa algo maior, uma visibilidade maior, como já foi até mencionado em uma entrevista que a mesma teria a dificuldade de adquirir essa visibilidade devido ao seu nome, mas que era de seu interesse alcançar novos horizontes. Não dá pra fechar os olhos e observar que existe um trabalho amplo no marketing da banda, que modifica até a forma de se vestir a cada álbum, cada álbum um novo visual, uma nova visão.
Em AEALO o Rotting Christ veio seguindo o que havia feito nos trabalhos anteriores, tem acrescentado mais e mais elementos da música grega a sua sonoridade. Sempre é interessante ver novos elementos musicais acrescidos a velha sonoridade do Rotting Christ, mas creio que em alguns momentos tais elementos não se encaixam perfeitamente, gerando momentos dispensáveis a um trabalho que poderia ser ainda melhor como é o caso que acontece na faixa título que abre o trabalho.
Em “Eon Aenaos” temos uma nova fase do Rotting Christ onde o mesmo junta vários elementos que vinha utilizando durante sua trajetória com muitos elementos modernos, industriais até. Além disso temos em vários momentos umas vocalizações femininas, algo tradicional grego, mas que torna alguns momentos desse trabalho ainda mais difícil de digerir. No fim temos um cover da cantora grega Diamanda Gálas em “Order From the Dead”.
Posso destacar a faixa “Dub-Sag-Ta-Ke” que possui uma sonoridade tipicamente Rotting Christ, o que lembra os velhos clássicos dessa banda e a capa, muito bem feita.
Talvez toda essa modernidade, por muitas vezes exageradas em algumas faixas e o acrescimento desses elementos culturais gregos, que desta vez não foram bem encaixados torne desse um álbum chato de se ouvir repetidas vezes. Mas para aqueles fãs de carteirinha tenho certeza que se trata de um grande trabalho...
O negro underground francês talvez não seja uma grande referencia no Metal Negro europeu, mas possui hordas de absurda qualidade, sendo até mais produtivo do que alguns países mais expressivos no Metal em geral. A horda Quintessece é um exemplo disso, formada recentemente, em meados de 2007, possui em sua formação membros com bastante experiência no underground local, com integrantes das hordas Pacifism Kills, Manzer, Synode, Birthdecline, todas da vertente mais negra do metal.
“Le Fléau de Ton Existence” trata-se do primeiro álbum dessa promissora horda, que possui também uma demo em sua discografia chamada “Black Hordes Unleashed” que ainda pode ser adquirida com a própria horda.
Quintessence toca um Metal Negro vigoroso, direto, com uma base bem estruturada pela bela harmonia entre o baixo e a bateria que são bastante rápidos, enquanto as guitarras se dedicam quase que integralmente a parte melódica desse trabalho. Realmente o trabalho de guitarra é o destaque maior dessa grande horda. Totalmente cantados em francês, o vocal possui um timbre marcante com algumas narrativas em vocais limpos.
Segundo informações contidas no myspace oficial da horda, nos próximos meses a mesma tem alguns novos trabalhos agendados para lançamentos, incluindo a versão desse álbum lançado em Tape no Chile, só que limitado em 300 cópias que sairá pela Tyrannus Records; e um Split-Tape lançado pelo selo Satanic Records do México juntamente com a horda Valuatir, também limitada, só que em 666 cópias; a versão Digipack com 5 faixas bônus que sairá no Japão pelo selo Hidden Marly Prod. limitada em 1000 cópias; E ainda a versão em Vinil do Debut CD que sairá nos EUA limitada em 300 cópias pelo selo Ragnarok Records.
Sou um grande apreciador do Black Metal expressado em sua vertente mais depressiva, o que muitos chamam de Depressive Black Metal, que de alguns anos pra cá vem ganhando bastante espaço no underground mundial. O opus “Thrène” da horda canadense Sui Caedere é um dos trabalhos que contém todos os elementos que fazem desse CD uma boa referencia do estilo.
Fica realmente complicado destacar um som nesse trabalho, pois desde a sua belíssima introdução até a outro, o que temos são verdadeiros odes ao desespero e a obscuridade. Sui Caedere é formada por: Morphe (guitarra e bateria), Monarque (vocais) e L. Efferus (baixo). Esse foi o único registro encontrado dessa horda, espero que agora em 2010 a Sui Caedere nos mostre outro tributo ao suicídio. http://www.myspace.com/suicaedereband